O dólar fechou esta quinta-feira (2) perto da estabilidade, com mais 0,03%, a R$ 5,1845.
Na contramão da queda no exterior, com o dólar enfraquecido pelo payroll abaixo do esperado nos Estados Unidos, aqui a moeda teve mais um pregão de volatilidade. Durante o dia, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,1328 à máxima de R$ 5,1955.
Os resultados do índice de emprego norte-americano foram decepcionantes, o que aprofundou a queda do dólar em escala global. A liquidez robusta sustentada pelo Fed, US$ 120 bilhões ao mês, deve continuar garantindo o fluxo e isso ajudou na recuperação das moedas emergentes.
No Brasil, o câmbio é afetado pelo cenário de riscos fiscais e políticos, com o investidor na defensiva antes dos atos de 7 de Setembro.
- segunda-feira (30): -0,12% a R$ 5,1893
- terça-feira (31): -0,34% a R$ 5,1719
- quarta-feira (1º): +0,20% a R$ 5,1824
- quinta-feira (2): +0,03% a R$ 5,1832
- sexta-feira (3): +0,03% a R$ 5,1845
Payroll decepciona, ficando bem abaixo da projeção
Divulgado na manhã desta sexta-feira (3), o payroll, principal indicador econômico da semana decepcionou: apontou a criação de 235 mil vagas nos EUA em agosto, quando a expectativa era por 750 mil. A taxa de desemprego caiu de 5,4% para 5,2%, dentro da projeção.
O resultado reforça a tese de que o mercado de trabalho norte-americano ainda não mostrou recuperação consistente a ponto de o Federal Reserve reduzir suas compras de ativos mensais – atualmente em US$ 120 bilhões ao mês.
PMI de Serviços cai para 55,1 pontos
O PMI, Índice dos Gerentes de Compras, dos Estados Unidos (EUA), na leitura de agosto caiu para 55,1 pontos ante 59,9 pontos do mês anterior. Porém, o resultado é considerado em linha com as projeções de mercado. A estimativa era que o índice chegasse a 55,2 pontos.
Já o PMI Composto, caiu para 55,4 pontos contra 59,9 pontos do mês passado. Contribuiu para a redução, o fechamento mais lento de negócios registrado no mês de agosto.
*Com BDM e Agência Reuters






