Início de semana mais do que positivo nas bolsas de valores do mundo todo. Os mercados despertaram na segunda dispostos a se recuperar das quedas históricas da semana passada. Às 6h desta segunda-feira, 2, os mercados futuros de Nova York operavam em alta de mais de 2% – S&P marcando 2,21%; Nasdaq, 2,43%; e Dow Jones, 2,35%.
Na Ásia, apesar do resultado da produção industrial chinesa ter vindo bem abaixo das expectativas, a bolsa de Xangai fechou em forte alta de 3,15%. No Japão, alta de 0,95%. Hong Kong, com 0,62%. E Coreia, 0,78%.
Na Europa, também altas significativas nas bolsas: Alemanha marcando 1,38%; Reino Unido, 2,59%; e França, 1,81%.
Bolsas na expectativa de ajuda dos bancos centrais
O otimismo nas bolsas explica-se pela esperança de que os bancos centrais possam introduzir, de maneira conjunta e coordenada, medidas de estímulo para diminuir o impacto do surto de coronavírus na economia.
Na sexta-feira, 28, o presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, disse que o coronavírus “apresenta riscos crescentes para a atividade econômica”. E que o Fed “usaria suas ferramentas e agiria conforme apropriado para apoiar a economia”.
No total, já houve mais de 87 mil casos do vírus confirmados globalmente e mais de 3 mil mortes. Os EUA relataram sua segunda morte pelo vírus e Nova York relatou seu primeiro caso no domingo.
O presidente do Banco do Japão (BOJ), Haruhiko Kuroda, que disse que o BOJ “se esforçará para estabilizar mercados e oferecer liquidez suficiente por meio de operações de mercado e compras de ativos”.
China não repercute produção industrial baixa
Nesta segunda-feira, o índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês), medido pela IHS Markit, revelou que a atividade industrial da China caiu a nível recorde em fevereiro. O índice foi a 40,3, muito abaixo das expectativas de uma leitura de 45,7, segundo levantamento feito pela Reuters. Em janeiro, o número havia sido de 51,1. O nível de 50 pontos nas leituras do PMI separa o crescimento da contração da economia.
O resultado, no entanto, condiz com a divulgação oficial de sábado, 29, do Bureau Nacional de Estatística chinês. O PMI oficial caiu para 35,7 em fevereiro – o nível mais baixo já registrado, segundo a Reuters. Em janeiro, havia sido de 50. Analistas esperavam um PMI oficial de fevereiro em 46 pontos.
“O PMI industrial de fevereiro da China, a 35,7, é comparável ao tipo de resultado observado durante a crise financeira”, escreveu Richard Yetsenga, economista-chefe do Grupo Bancário da Austrália e Nova Zelândia. “Enquanto as empresas estão reiniciando as operações na China, a grande maioria está operando bem abaixo da capacidade, e ainda existem muitas restrições ao movimento de pessoas”, complementou.






