As Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3) intensificam suas políticas de antecipação de recebíveis de cartões de crédito e renegociam contratos, a partir da avaliação do comitê de crise, iniciado em fevereiro.
De acordo com o comunicado, suas ações estão pautas na otimização das operações; priorizar a proteção dos clientes e associados; adotar um plano para garantir uma forte posição de caixa para continuar ajudando clientes e pequenos parceiros; intensificar a política de antecipação de recebíveis de cartão de crédito, passando a descontar 100% do contas a receber; processo de revisão de todas as linhas de despesa e do plano de investimentos para o ano; Adiamento da estratégia de pré-pagamento de dívida e “desalavancagem” financeira.
Ecorodovias (ECOR3) faz acordo com MPSP no valor de R$ 638 mi
A Ecorodovias (ECOR3) informou que sua controlada Ecovias firmou acordo de não persecução cível (ANPC) com Ministério Público de São Paulo (MPSP) para encerrar os processos contra a companhia.
Segundo o comunicado, a companhia irá pagar R$ 638 milhões. Os recursos serão destinado conforme determinação do MPSP.
Desse montante, R$ 450 milhões serão destinados a obras de interesse público originalmente não previstas no contrato de concessão da Ecovias, consistentes na construção, no prazo 8 anos podendo ser antecipado para 5 anos, de um Boulevard de cerca de 2km nas proximidades do Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie, em São Paulo, e melhorias na Rodovia Anchieta.
Enquanto, R$ 150 milhões serão utilizados para desconto tarifário de 10%, em favor dos usuários das Rodovias Imigrantes e Anchieta, nas praças de pedágio da Ecovias localizadas no Riacho Grande e Piratininga, no período entre 21h00 de um dia e 5h00 do dia seguinte, a ser aplicado 90 dias após a homologação do ANPC.
Outros R$ 36 milhões devem ser pagos em 6 parcelas ao erário paulista e R$2 milhões FID.
A Ecorodovias projeta o desembolso médio anual líquido de impostos pela Ecovias para realização das obrigações estabelecidas no ANPC será de R$ 48 milhões.
Embraer (EMBR3) deve suspender contratos por 60 dias ou reduzir jornada e salário em 25%
A Embraer (EMBR3) anunciou que deve suspender contratos por 60 dias ou diminuir a jornada de trabalho e o salário em 25%. A proposta foi apresentada pela companhia aos funcionários, para ser adotada durante a pandemia de coronavírus, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
A companhia fez a seguinte proposta para quem tiver o contrato suspenso
- salário de até R$ 5.000: receberá 75% do salário bruto;
- salário entre R$ 5000,01 e R$ 12.000: 90% sobre 75% do salário bruto;
- salário acima de R$ 12.000,01: 85% sobre 75% do salário bruto;
- garantia de emprego durante o período de suspensão de contratos e por mais 60 dias após o retorno ao trabalho.
Importante frisar que sobre o resultado final ainda haverá desconto de INSS, Imposto de Renda e previdência privada.
O governo federal entrará com um auxílio no valor de R$ 1269. O restante será pago pela Embraer. Os contratos ficarão suspensos por 60 dias.
Para os trabalhadores que estarão em regime de home office:
- redução salarial de 25% (além de desconto de INSS, Imposto de Renda e previdência privada);
- jornada de trabalho semanal será de 32h15 (mais minutos de compensação por dias pontes);
- a redução da jornada e salário deve durar até 90 dias, podendo ser cancelada a qualquer momento.






