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Tudo sobre dividendos 2022: um bom ano para quem tem proventos como foco

Tudo sobre dividendos 2022: um bom ano para quem tem proventos como foco

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

15 Jan 2022 às 10:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 9 min leitura

Redação EuQueroInvestir

15 Jan 2022 às 10:00 · 9 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Dividendos-2022

Banco de Imagens Pixabay/By Gerd Altmann.

O ano de 2022 promete ser de boa safra para quem tem uma carteira de investimento com foco em dividendos. 

De acordo com os analistas, as apostas mais otimistas estão em áreas com histórico de recorrência de maiores pagamentos ligadas à infraestrutura, como mineração e energia elétrica, além de grandes bancos e commodities.

O que esperar do pagamento de dividendos em 2022? 

Embora as empresas tenham um cenário desafiador no horizonte devido à taxa de juros e inflação em alta, PIB com projeção próximo a zero e instabilidade provocada pelas eleições presidenciais, toda essa volatilidade não deve atrapalhar quem priorizar ações defensivas, de setores clássicos da bolsa, preveem os analistas.

Neste cenário, aparecem como boas apostas de dividendos em 2022 as companhias energéticas.

Além delas, os grandes bancos que, cada vez mais, estão se estruturando para competir com as fintechs também chamam a atenção do mercado.

Outra aposta dos especialistas é a Vale (VALE3), empresa que mais distribuiu dividendos em 2021. 

Em 2022, a empresa terá a seu favor a forte geração de caixa com a receita em dólar, o que costuma atrair investidores em ano de eleição. 

Quais empresas devem pagar mais em 2022?

No ranking das empresas candidatas a serem boas pagadoras de dividendos ao longo de 2022 está o setor de energia elétrica, com cinco ações, seguido do de siderurgia e minerais metálicos, com três, segundo levantamento realizado pela plataforma de investimentos Economática.

O levantamento inclui companhias como Bradespar (BRAP4), Petrobras (PETR3 PETR4) e Vale (VALE3) e considerou apenas empresas listadas na bolsa de valores com volume financeiro médio diário superior a R$ 5 milhões por dia em 2021, tendo registrado lucro em 2020 e nos nove primeiros meses do ano passado.

Já a projeção do dividend yield levou em conta a cotação das ações no último dia de negociação em 2021.

Ao todo, foram apontadas 23 ações com projeção de taxa de retorno com dividendos, ou dividend yield, superior a 9,25% em 2022. 

De acordo com o levantamento, a ação ordinária da Bradespar (BRAP3) é a que tem a maior projeção de pagamento de dividendos em 2022, com um dividend yield previsto em 44,53%.

Isso levando em conta que a companhia de investimentos consolidará um lucro em 2021 superior ao de 2020, e manterá sua política atual de distribuição de dividendos.

Grupo das cinco ações com maior projeção de taxa de retorno via dividendos em 2022: 

  1. Ação ordinária da Bradespar (BRAP3, com 44,53%);
  2. Papel preferencial da empresa (BRAP4, com 42,69%); 
  3. Metalúrgica Gerdau (GOAU4, com 20,39%); 
  4. Ação preferencial da Petrobras (PETR4, com 19,87%);
  5. Papel da Vale (VALE3, com 18,77%).

Por que investir com esse foco é interessante em 2022?

Os dividendos são livres de tributação, sendo essa uma das grandes vantagens desta modalidade de remuneração. 

Mesmo que exista a possibilidade de mudar este quadro dentro da reforma tributária com uma cobrança de imposto na casa de 15%, analistas apostam que 2022 não será o ano em que a tributação dos dividendos sairá do papel.

Essa expectativa se deve ao fato de que em ano de eleição, em geral, não há grandes avanços em reformas no País.

Quais as perspectivas em 2022?

Em 2022, as apostas dos analistas são para uma boa safra de recebimento de dividendos, seguindo a mesma tendência de 2021.

No entanto, essas expectativas estarão alocadas um cenário desafiador composto por Inflação e juros em alta, baixo crescimento econômico e instabilidades causadas pelas variantes do vírus da Covid-19. 

O ano de 2022 também será marcado pelas eleições presidenciais, que historicamente, trazem volatilidade para o mercado financeiro e ao câmbio.

Como investir com foco em dividendos em 2022?

Em razão da grande volatilidade do cenário de 2022, analistas recomendam cautela na hora de compor uma carteira de dividendos, mantendo o foco para o longo prazo.

Dessa forma, as projeções apontam para a priorização de ações defensivas, de setores clássicos da bolsa, tradicionalmente conhecidos como bons pagadores.

Entre eles estão as companhias dos setores de construção civil, financeiro, siderurgia, energia e agronegócio.

Quais os riscos de apostar em proventos em 2022? 

Os riscos de apostar nos dividendos estão atrelados às variações do mercado de ações, o que pode fazer com que o pagamento dos dividendos não aconteça.

Por isso, especialistas não indicam colocar todo o capital na renda variável. É preciso balancear a carteira com produtos de renda fixa, como títulos do Tesouro e CDB, por exemplo.

Como montar a melhor carteira em 2022

Para receber bons dividendos em 2022, é importante:

  • Fazer o cálculo do Dividend Yield: que mede a rentabilidade dos dividendos em relação ao preço das ações;
  • Projeção do Dividend Payout: a porcentagem do lucro que será pago aos investidores no período;
  • Analisar o histórico de pagamento de dividendos da empresa: se uma empresa pagou bons dividendos em um ano e no outro não, ela pode não ser uma boa ação para a carteira;
  • Escolher empresas com boa geração de caixa: as companhias já consolidadas costumam ser boas pagadoras de dividendos, pois não precisam desembolsar grandes quantidades de dinheiro para realizar seus investimentos;
  • Diversificação de investimentos: para montar uma carteira de dividendos, o ideal é escolher entre cinco e oito ativos de empresas de diversos setores, mas que tenham um bom histórico de pagadoras. 

Veja mais: Como montar uma Carteira de Dividendos.

O que são dividendos?

Dividendos são uma parcela do lucro de uma empresa de capital aberto, que é distribuída aos seus acionistas.

O pagamento dos dividendos está previsto na Lei 6.404/76 (também conhecida como Lei das S.A), que dispõe sobre a “Sociedade por Ações”.

De acordo com a Lei, fica a critério da própria empresa definir a porcentagem, a data e a forma como eles serão pagos aos sócios. 

Grande parte das empresas oferecem dividendos como forma de remunerar os seus acionistas. Isso acontece, especialmente, entre as companhias as quais o preço das ações é estável, sem grandes variações. 

Dessa forma, elas oferecem o pagamento de dividendos como diferencial para atrair e reter novos investidores.

Ainda conforme a Lei das S.A, as empresas de capital aberto devem pagar, no mínimo, 25% de seus lucros aos acionistas.

Quem recebe dividendos?

Recebem dividendos todos os investidores que possuem, ao menos, uma ação da companhia. 

A lógica funciona assim: quanto mais papéis um acionista tem, mais ele ganha com dividendos.

Todos os detalhes sobre essa divisão podem ser acompanhados no estatuto social ou na Assembleia Geral Ordinária da empresa.

Quais as melhores empresas para investir?

Embora o pagamento de dividendos seja previsto em Lei, algumas empresas são consideradas melhores pagadoras que outras. 

As razões têm a ver com o estágio de vida em que elas se encontram. 

De modo geral, as empresas já consolidadas no mercado pagam os melhores dividendos. É por isso que setores que têm um fluxo de receita mais previsível, como o de energia e de mineração, por exemplo, ganham prioridade como investimento para quem está em busca de bons dividendos.

Já as empresas que estão em fase inicial de crescimento não costumam pagar bons dividendos. O motivo é que os lucros acabam sendo reinvestidos na expansão do próprio negócio. 

Outra questão a ser considerada é que algumas companhias aumentam os valores da distribuição de seus lucros ao longo do tempo. Essa jornada pode, inclusive, ser acelerada, com aumentos significativos de um ano para outro. 

Seja como for, a decisão sobre o pagamento precisa ficar clara para os investidores. 

Como a empresa paga dividendos?

Para uma empresa pagar dividendos, ela deve seguir alguns passos:  

  • Aprovação do Conselho Administrativo: órgão interno que decide a respeito da proposta e avalia se há lucro suficiente para distribuir uma parte aos acionistas;
  • Protocolar a decisão na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): para informar publicamente sobre a decisão de distribuição dos dividendos e também os valores e as datas do pagamento.

Como acontece o pagamento? 

Após tomar as decisões sobre pagamento dos dividendos, as companhias devem determinar como os investidores serão remunerados:

  • Em dinheiro: em que o lucro proporcional ao total de ações é depositado na conta do acionista na corretora;
  • Em ações: no qual acionista recebe novos papéis da mesma empresa, que são acumuladas as que ele já possui;
  • Em subscrição de novas ações: onde a companhia faz uma nova emissão de ações e permite que o sócio adquira alguns papéis de forma gratuita ou com desconto. 

Quando os proventos são pagos?

O agendamento do pagamento de dividendos é definido pelo Conselho de Administração das empresas. Ele define a data limite para que aqueles acionistas tenham o direito de receber o dividendo: a chamada “Data-Ex”. 

Por exemplo: se o acionista comprou aquele papel no dia seguinte à Data-Ex, ele não vai receber os dividendos daquele período.

A recorrência de pagamento de dividendos também fica a cargo da empresa. Isso pode acontecer todo mês, a cada trimestre, semestre ou só anualmente.

O que é o dividend yield?

O dividend yield é um indicador muito comum no mercado financeiro. Ele mostra a relação percentual de lucros que a companhia distribuiu ao longo do ano, frente ao valor de sua ação. 

Portanto, o dividend yield funciona como uma ferramenta que mensura como os proventos se posicionam, tornando claro o rendimento dos dividendos.

Como referência, no Brasil, um dividend yield de 5% é considerado médio. Já um de 10% é considerado alto.

Qual a diferença dos Juros sobre Capital Próprio (JCP)

Assim como os dividendos, os Juros sobre o Capital Próprio (JCP) também são parte do lucro líquido das empresas, sendo distribuído aos investidores quando há acumulação de capital.

A principal diferença entre ambos está na tributação de Imposto de Renda. O JCP é tributado em 15% pela Receita Federal, na data do depósito, direto na fonte.

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