O Tesouro Direto hoje (15) apresentava alta generalizada nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 11h13. O maior avanço aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja rentabilidade subia 0,16 ponto percentual ante a referência de quarta-feira (14).
A taxa do papel passou de 12,71% para 12,87% ao ano. Com isso, o preço unitário caiu de R$ 885,24 para R$ 877,99, recuo de R$ 7,25, equivalente a 0,82%.
O Tesouro Prefixado 2032 também oferecia 12,87% ao ano, ante 12,72% na sessão anterior. Seu preço cedeu 0,64%, de R$ 537,90 para R$ 534,47. No vencimento de 2029, a rentabilidade avançou de 12,54% para 12,64%.
Entre os títulos indexados à inflação, as maiores altas apareciam no IPCA+ 2040 e no IPCA+ 2050, ambos com acréscimo de 0,12 ponto percentual. O vencimento de 2050 passou a pagar IPCA + 6,74% ao ano.
O preço do IPCA+ 2050 caiu de R$ 1.044,46 para R$ 1.017,35, perda de R$ 27,11, ou aproximadamente 2,60%. Foi a maior desvalorização percentual entre os papéis acompanhados.
A queda dos preços diante do aumento das taxas ocorre por causa da marcação a mercado. O efeito tende a ser mais intenso nos títulos com vencimentos longos.
PPI e risco fiscal
As taxas subiam em uma sessão marcada por novos sinais de inflação resistente nos Estados Unidos. O índice de preços ao produtor avançou 1,3% em setembro, mais que o dobro da alta de 0,6% esperada pelo mercado. Em 12 meses, o PPI acelerou para 6,3%, ante projeção de 5,3%.
O núcleo do indicador também superou as estimativas. A alta mensal foi de 0,7%, contra expectativa de 0,3%, enquanto a variação anual chegou a 5%, acima dos 4,4% projetados.
Os números reforçaram a preocupação com a inflação americana um dia depois de o CPI também superar as previsões. Ao mesmo tempo, as vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram 0,8% no mês, ante consenso de 0,3%, indicando que a demanda permanecia aquecida.
A combinação de inflação e consumo fortes ampliava a cautela sobre os próximos passos do Federal Reserve. Juros americanos elevados por mais tempo aumentam a concorrência pelos recursos globais e afetam a curva brasileira.
Por volta das 10h54, o DI para janeiro de 2029 estava em 12,525%, enquanto os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 marcavam 12,56% e 12,63%, respectivamente. O vencimento de janeiro de 2035 operava em 12,665%.
No Brasil, o relatório Prisma Fiscal mostrou piora nas projeções para as contas públicas. A estimativa de déficit primário do governo central em 2026 passou de R$ 52,271 bilhões para R$ 53,048 bilhões. A previsão para a dívida bruta subiu de 83,2% para 83,4% do Produto Interno Bruto.
O varejo brasileiro trouxe um contraponto ao mostrar atividade mais fraca. As vendas cresceram apenas 0,1% em agosto, abaixo da expectativa de 0,7%, enquanto o varejo ampliado recuou 0,2%. O resultado, porém, não foi suficiente para reverter a alta das taxas dos títulos públicos.
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Tesouro Direto hoje: taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h13 desta quinta-feira, comparadas com a referência de quarta-feira (14):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,64% ao ano — alta de 0,10 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,87% ao ano — alta de 0,15 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,87% ao ano — alta de 0,16 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0932% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,80% — alta de 0,08 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,83% — alta de 0,08 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,73% — alta de 0,12 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,75% — alta de 0,11 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,74% — alta de 0,12 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,73% — alta de 0,11 p.p.






