O Tesouro Direto hoje (20) apresentava forte queda nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 11h29. O recuo acompanhava a redução dos juros futuros após novas pesquisas eleitorais manterem Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A maior variação aparecia no Tesouro Prefixado 2029. A rentabilidade caiu de 12,78% para 12,69% ao ano, recuo de 0,09 ponto percentual ante a referência de segunda-feira (19).
O Tesouro Prefixado 2032 passou de 12,97% para 12,91% ao ano, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 12,99% para 12,94%.
Entre os títulos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 6,83% para IPCA + 6,80% ao ano. As taxas dos vencimentos mais longos recuavam entre 0,01 e 0,02 ponto percentual.
A queda das rentabilidades elevava os preços dos títulos por causa da relação inversa da marcação a mercado. O maior ganho porcentual aparecia no IPCA+ 2050: o preço unitário subiu de R$ 1.022,76 para R$ 1.027,66, avanço de R$ 4,90, ou aproximadamente 0,48%.
Pesquisas reforçam percepção de favoritismo de Flávio
A pesquisa Real Time Big Data mostrou Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. A diferença está no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 15 e 19 de outubro.
Outro levantamento, produzido pela Alfa Inteligência, mostrou Flávio com 51,5% dos votos válidos e Lula com 48,5%. A diferença também configura empate técnico, considerando a margem de erro de 1,9 ponto percentual.
Apesar do empate técnico, o mercado interpretava a manutenção da vantagem numérica de Flávio como um sinal favorável à possibilidade de alternância de poder e de mudanças na condução da política fiscal.
Os contratos de Depósito Interfinanceiro recuavam em praticamente toda a curva. Por volta das 11h11, o DI para janeiro de 2029 marcava 12,545%, com queda de 0,91% na sessão. O contrato para janeiro de 2031 caía 1,06%, para 12,595%, enquanto janeiro de 2032 recuava 1,09%, para 12,665%.
O Ibovespa acompanhava o alívio nos juros e avançava aproximadamente 1,6%, enquanto o dólar recuava para perto de R$ 5,01. A queda dos rendimentos dos títulos americanos também ajudava, embora o petróleo Brent permanecesse acima de US$ 110 e mantivesse as preocupações com a inflação global.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h29 desta terça-feira, comparadas com a referência de segunda-feira (19):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,69% ao ano — queda de 0,09 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,91% ao ano — queda de 0,06 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,94% ao ano — queda de 0,05 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0992% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,80% — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,85% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,72% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,74% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,70% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,71% — queda de 0,01 p.p.






