O Tesouro Direto hoje (16) apresentava alta nas taxas dos títulos prefixados e variações mais discretas entre os papéis atrelados ao IPCA por volta das 11h10. O maior avanço aparecia no Tesouro Prefixado 2029, cuja rentabilidade passou de 12,64% para 12,79% ao ano.
A elevação de 0,15 ponto percentual ocorria na comparação com a referência de quinta-feira (15). Os vencimentos mais longos também subiam: o Prefixado 2032 e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançaram de 12,87% para 12,95% ao ano.
Com a alta das taxas, o preço unitário do Prefixado 2032 caiu de R$ 534,47 para R$ 532,77, recuo de R$ 1,70, ou 0,32%. No papel com juros semestrais para 2037, o preço passou de R$ 877,99 para R$ 874,62, queda de R$ 3,37, equivalente a 0,38%.
Entre os títulos indexados à inflação, as mudanças eram menores. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 registrava a maior alta do grupo, de 0,03 ponto percentual, para IPCA + 6,86%. O IPCA+ 2050 permanecia estável em IPCA + 6,74%.
A queda dos preços dos prefixados reflete a relação inversa da marcação a mercado. Quando as taxas exigidas pelos investidores aumentam, os títulos já emitidos tendem a perder valor antes do vencimento.
Pesquisas eleitorais pressionam juros futuros
Os contratos de juros futuros começaram o pregão em queda, mas inverteram a direção durante a manhã, especialmente nos vencimentos intermediários e longos. A virada ocorreu enquanto os investidores repercutiam novas pesquisas sobre o segundo turno da eleição presidencial.
O Datafolha mostrou redução de quatro para dois pontos percentuais na vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva. O senador apareceu com 47% das intenções de voto, ante 45% do presidente, configurando empate técnico.
Outro levantamento, realizado pelo PoderData/AYA, indicou empate em 50% dos votos válidos. A disputa mais apertada elevava a incerteza política e ajudava a ampliar os prêmios cobrados nos vencimentos mais longos.
Por volta das 10h53, o DI para janeiro de 2029 estava em 12,755%. Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 marcavam 12,80% e 12,87%, respectivamente, enquanto o vencimento de janeiro de 2035 operava em 12,91%.
A agenda doméstica também trouxe o Índice de Atividade Econômica do Banco Central. O IBC-Br cresceu 0,30% em agosto ante julho, em linha com a expectativa. No trimestre encerrado em agosto, porém, o indicador caiu 0,6% e acumulou alta de 1,6% em 12 meses, sinalizando perda de ritmo da economia.
Os investidores ainda acompanhavam as discussões sobre medidas com impacto nas contas públicas, entre elas a proposta de tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana.
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Tesouro Direto hoje: taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h10 desta sexta-feira, comparadas com a referência de quinta-feira (15):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,79% ao ano — alta de 0,15 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,95% ao ano — alta de 0,08 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,95% ao ano — alta de 0,08 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0979% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,81% — alta de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,86% — alta de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,75% — alta de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,77% — alta de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,74% — estável
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,74% — alta de 0,01 p.p.






