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Setor público teve superávit primário de R$ 3,5 bilhões em fevereiro, diz BC

Setor público teve superávit primário de R$ 3,5 bilhões em fevereiro, diz BC

O setor público consolidado informam, em fevereiro, um superávit primário de R$ 3,5 bilhões, ante o déficit primário de R$ 11,8 bilhões em fev/2021.

Com a paralisação dos servidores do Banco Central (BC), alguns dados divulgados pela instituição foram adiados, como os resultados fiscais. Nesta segunda-feira (02), saíram os dados sobre o setor público consolidado que apresentou, em fevereiro, um superávit primário de R$ 3,5 bilhões, ante o déficit primário de R$ 11,8 bilhões em fevereiro de 2021. 

No Governo Central, houve um déficit de R$ 19,2 bilhões, enquanto que os governos regionais e as empresas estatais registraram superávits de R$ 20,2 bilhões e R$ 2,5 bilhões, respectivamente. 

Nos resultados fiscais acumulados em 12 meses, encerrado em fevereiro, o superávit primário do setor público consolidado foi de R$123,4 bilhões, equivalente a 1,40% do PIB.

Resultados fiscais: Juros nominais são menores em 2022

Já os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$ 26 bilhões em fevereiro de 2022, mas no ano passado, o resultado foi de R$ 29,2 bilhões. 

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No acumulado em 12 meses, os juros nominais somaram R$422,5 bilhões (4,78% do PIB) em fevereiro, comparativamente a R$316,5 bilhões (4,18% do PIB) nos doze meses até fevereiro de 2021.

Ao cruzar os dados do resultado primário com os juros nominais apropriados, que produz o resultado nominal do setor público consolidado, ele indica um déficit de R$22,5 bilhões em fevereiro. Em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$299,1 bilhões (3,38% do PIB), ante déficit nominal de R$317,5 bilhões (3,62% do PIB) em janeiro de 2022.

Dívidas tem resultados mistos

A DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) foi de 57,1% do PIB (R$5,0 trilhões) em fevereiro, elevando-se 0,4 p.p. do PIB no mês. 

Segundo o Banco Central, o resultado refletiu os impactos da valorização cambial de 4,1% (aumento de 0,6 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 0,3 p.p.), e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,5 p.p.).

No ano, teve redução de 0,2 p.p. na relação DLSP (Dívida Bruta do Governo Geral) por PIB (Produto Interno Bruto), que foi impactada pelo superávit primário acumulado (redução de 1,2 p.p.), pelo crescimento do PIB nominal (redução de 1,1 p.p.), pelo efeito da valorização cambial acumulada de 7,9% (aumento de 1,3 p.p.), pelos juros nominais apropriados (aumento de 0,5 p.p.) e pelo efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (aumento de 0,4 p.p.).

 

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 79,2% do PIB (R$7,0 trilhões) em fevereiro de 2022, redução de 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. 

A evolução no mês ocorreu, principalmente, pelo efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,7 p.p.), do efeito da valorização cambial (redução de 0,2 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,1 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.). 

No acumulado no ano, a redução de 1,1 p.p. foi por causa do crescimento do PIB nominal (redução de 1,5 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,5 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada (redução de 0,4 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 1,3 p.p.).