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Resumo da semana: ata do Fed foi destaque

Resumo da semana: ata do Fed foi destaque

Claudia Zucare

Claudia Zucare

19 Ago 2022 às 17:30 · Última atualização: 19 Ago 2022 · 3 min leitura

Claudia Zucare

19 Ago 2022 às 17:30 · 3 min leitura
Última atualização: 19 Ago 2022

A semana de 15 a 19 de agosto teve como principal divulgação a ata do Federal Reserve (Fed), na qual o banco central americano justificou a necessidade da última alta de juros (0,75 ponto porcentual) e afirmou que, em “algum momento”, a escalada da taxa deve ser reduzida – o que boa parte do mercado interpretou como um aviso de que o próximo ajuste, em setembro, deverá ser de 0,50 p.p.

No Brasil, houve nova revisão para cima do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, agora com projeção de crescimento de 2%.

Também teve divulgação de uma série de pesquisas eleitorais, porém sem grandes modificações relevantes no cenário.

Confira o que mais foi destaque no resumo da semana.

Resumo da semana no Brasil

Revisão para cima do PIB

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontou alta de 0,69% em junho, bem acima da projeção de 0,38% do mercado. O que confirma os dados mais positivos. 

Também o Boletim Focus apontou projeção de alta para o PIB, de 1,98% há uma semana para 2%. 

Pesquisas eleitorais

A semana teve uma série de divulgações de pesquisas eleitorais, mostrando poucas mudanças nas posições dos dois principais candidatos, o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Resumo da semana no exterior

Ata do Fed

Em ata, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, reforçou a necessidade do aperto monetário atual e disse que vê, em algum momento, que precisará diminuir o ritmo de alta de juros, porém sem dizer claramente quando isso deve ocorrer, especialmente porque a inflação ainda se encontra fora da meta.

Para a EQI Asset, na próxima reunião, de setembro, a alta deverá ser de 50 pontos base e não de 75 pontos base, como parte do mercado projeta. 

“A tendência é que o Fed seja mais cauteloso. O principal motivo é um sinal de desaceleração da inflação, inclusive no setor de serviços”, analisou.

Além disso, Kautz disse que o fato da taxa de juros norte-americana estar em um nível considerado neutro, de 2,5%, pode fazer com que a autoridade monetária daquele país promova apertos mais graduais e menos agressivos.

“Ainda acreditamos que eles devem surpreender o mercado, elevando a taxa para acima de 4%. Porém, em um ritmo mais lento”, conclui.

Inflação recorde na zona do euro

A inflação na zona do euro atingiu 8,9% ao ano em julho, de 8,6% em junho. Há um ano, a taxa era de 2,2%. 

China corta juros

A China anunciou um corte na taxa de juros sobre empréstimos de um ano de 2,85% para 2,75%. É o primeiro corte desde janeiro deste ano e visa estimular a economia depois dos novos lockdowns dentro da política de Covid zero do país. 

Ainda por lá, as vendas no varejo e a produção industrial decepcionaram. As vendas no varejo cresceram 2,7% em julho em relação ao ano anterior, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, abaixo da projeção de 5% e dos 3,1% de junho.

A produção industrial aumentou 3,8%, também abaixo das expectativas de 4,6% da leitura prévia de 3,9%. 

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