O mês de abril chega carregado de incertezas para os mercados financeiros, e escolher onde alocar recursos exige atenção redobrada. Para os estrategistas Ricardo Peretti e Alice Corrêa, do Santander, a resposta está num título do Tesouro Direto com perfil defensivo e retorno real garantido: o Tesouro IPCA+ 2032.
A recomendação leva em conta um cenário doméstico e internacional repleto de variáveis em aberto. As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (FOMC) estão agendadas apenas para o dia 29 de abril, o que significa que, até lá, outros fatores devem comandar o humor dos mercados.
Segundo os estrategistas, “os desdobramentos do conflito no Oriente Médio devem continuar ditando o rumo dos mercados e moldando a percepção dos investidores, especialmente por meio de seus impactos sobre os preços de energia e a volatilidade global”.
Agenda do mês
Enquanto isso, a agenda de indicadores econômicos ganhará protagonismo. Nos Estados Unidos, dados de emprego e inflação ao consumidor serão monitorados de perto para avaliar o momento em que o Fed pode retomar cortes de juros.
No Brasil, o cenário também exige atenção. Para Peretti e Corrêa, “leituras de inflação, atividade e mercado de trabalho seguirão sendo determinantes para a condução da política monetária, especialmente diante de um cenário ainda marcado por inflação resiliente”.
Assimetria
É justamente nesse contexto que o Tesouro IPCA+ 2032 se destaca.
Os estrategistas enxergam no papel “a melhor assimetria de riscos atualmente“, com uma duration reduzida que permite “rentabilizar uma boa taxa de retorno com riscos controlados de marcação a mercado”.
O título pertence à família NTN-B Principal e tem características que o tornam especialmente atraente para o momento. Diferentemente de outros papéis do Tesouro, ele não realiza pagamentos semestrais de juros — os rendimentos são automaticamente reinvestidos, o que aumenta a eficiência tributária e potencializa os ganhos no longo prazo. Além disso, oferece proteção real contra a inflação medida pelo IPCA.
O único risco relevante é a marcação a mercado, que pode reduzir o valor do título antes do vencimento. Mas, como ressaltam os estrategistas do Santander, em caso de piora da percepção de risco e eventual valorização do dólar, “a proteção contra a inflação do título recomendado exercerá sua função” — garantindo ao investidor que levar o papel até 2032 exatamente o retorno contratado no momento da compra.






