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Juros longos disparam e reacendem alerta para prefixados e Tesouro IPCA+, diz BGCL

Juros longos disparam e reacendem alerta para prefixados e Tesouro IPCA+, diz BGCL

Segundo BGC Liquidez, combinação de Banco Central mais dovish, Fed mais hawkish e dólar forte levou à abertura da curva de juros e pressionou as inflações implícitas

Os juros futuros voltaram a subir com força nos vencimentos intermediários e longos, em meio à combinação de um Banco Central visto como mais brando e um Federal Reserve mais duro. Segundo análise da BGC Liquidez, assinada por Felipe Tavares, economista-chefe da casa, os DIs abriram mais de 20 pontos-base do miolo da curva para frente.

Segundo a BGC Liquidez, a combinação de um Banco Central mais inclinado a cortar juros no Brasil com um Federal Reserve mais resistente a reduzir juros nos Estados Unidos pressionou principalmente os vencimentos médios e longos da curva.

DIs sobem mais de 20 pontos no miolo da curva

Entre os contratos acompanhados pela BGC Liquidez, o DI para janeiro de 2029 avançou 24,8 pontos-base em 18 de junho. O DI para janeiro de 2030 subiu 27,3 pontos-base, enquanto o vencimento janeiro de 2031 abriu 27,5 pontos-base.

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A alta também apareceu em prazos mais longos. O DI para janeiro de 2032 avançou 27 pontos-base, enquanto os vencimentos de 2033, 2034 e 2035 subiram 26,4 pontos-base, 25,9 pontos-base e 25,1 pontos-base, respectivamente.

A abertura dos juros longos ocorre em um ambiente de expectativa por uma postura mais branda do Banco Central, enquanto o Federal Reserve mantém sinalização mais dura nos Estados Unidos.

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Inflação implícita e dólar também pressionam

A análise da BGC Liquidez também mostra pressão nas inflações implícitas, calculadas a partir da diferença entre títulos nominais e reais. Segundo o levantamento, a curva implícita abriu mais de 15 pontos-base, com peso maior na ponta longa.

Nos vencimentos mais longos, a alta passou de 20 pontos-base em alguns vértices. A inflação implícita para 2040 avançou 20 pontos-base, enquanto os vencimentos de 2045, 2050, 2055 e 2060 subiram 21,2 pontos-base, 20,2 pontos-base, 20,5 pontos-base e 21,1 pontos-base, respectivamente.

No câmbio, o relatório aponta que o cenário de dólar forte começa a ganhar mais corpo, com reflexo sobre o real. O USD/BRL fechou em torno de R$ 5,16, em meio à pressão externa.

Apesar da alta dos juros, da inflação implícita e do câmbio, o material não traz recomendação de investimento. O destaque da análise está na abertura recente da curva e no aumento do prêmio exigido pelo mercado nos vencimentos mais longos.