Economia
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
PMI Industrial do Brasil marca 51,9 em agosto, 3ª queda consecutiva

PMI Industrial do Brasil marca 51,9 em agosto, 3ª queda consecutiva

Osni Alves

Osni Alves

01 Set 2022 às 11:36 · Última atualização: 01 Set 2022 · 4 min leitura

Osni Alves

01 Set 2022 às 11:36 · 4 min leitura
Última atualização: 01 Set 2022

Imagem mostra alguns profissionais da construção civil trabalhando.

O PMI Industrial do Brasil marcou 51,9 em agosto, sendo a terceira queda consecutiva, conforme levantamento da S&P Global.

Trata-se do Índice Gerente de Compras, um importante indicador acerca da produção industrial de um país. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira.

Mais cedo, o IBGE informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil surpreendeu ao crescer 1,2% no segundo trimestre de 2022, ante expectativa de 1%.

Conforme a autarquia, a alta faz frente a igual primeiro trimestre de 2022 na séria com ajuste sazonal.

Na base anual, ou seja, frente ao segundo trimestre de 2021, o PIB cresceu 3,2%, sendo que a projeção do mercado estava em 2,90%.

Já no acumulado dos quatro trimestres terminados em junho de 2022, o PIB cresceu 2,6%, comparado aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No ano, o PIB acumula alta de 2,5%.

Gráfico mostra a evolução do PMI Industrial do Brasil, da S&P Global.

PMI Industrial do Brasil

De acordo com a S&P Global, conforme o relatório ao mercado, o cenário da economia de manufatura foi muito semelhante ao de julho, com aumentos mais moderados em novos pedidos e produção acompanhando um recuo substancial das pressões sobre os preços durante o mês de agosto.

O documento elenca, ainda, que um aumento mais lento dos preços de insumos e previsões otimistas para a produção a médio prazo estimularam a atividade de compras, enquanto as empresas continuaram a expandir suas folhas de pagamento.

Vale lembrar que o PMI Industrial do Brasil em julho foi de 54,0.

Gráfico mostra a evolução do PMI Industrial do Brasil, da S&P Global.

Índice de Novos Pedidos

O Índice de novos pedidos, o maior subcomponente do PMI, aumentou ao ritmo mais fraco registrado na atual sequência de seis meses de expansão. Enquanto algumas empresas observaram uma melhoria no setor de turismo, um setor agrícola mais forte e maiores participações de mercado, outras relataram compras reduzidas de clientes, condições econômicas desafiadoras e vendas fracas no varejo.

De forma semelhante às vendas, a produção registrou um aumento discreto em agosto e à taxa mais lenta em seis meses.

Onde foi relatado crescimento, os participantes da pesquisa citaram melhoria das capacidades, maior disponibilidade de insumos-chave e aumento das vendas.

A recuperação teria sido restringida pela demanda fraca por uma ampla gama de produtos.

Apesar do cenário de demanda fraca, os fabricantes de produtos aumentaram seus preços de venda novamente em agosto, continuando a repassar os custos para os clientes.

Dito isso, foi observada uma desaceleração considerável na taxa de inflação para o nível mais baixo em 28 meses, uma vez que uma proporção menor de participantes da pesquisa aumentou suas tarifas em relação ao mês de julho.

Cenário

Diretora Associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima disse que o alívio das pressões inflacionárias com a tendência de queda dos preços das commodities, a redução dos impostos sobre combustíveis e a continuação de uma política monetária agressiva mais rígida foram os principais aspectos positivos observados nos resultados do PMI de agosto.

Os preços dos insumos aumentaram à taxa mais baixa emmais de dois anos e meio, enquanto a inflação dos custos de produção diminuiu para o nível mais baixo em 28 meses, à medida que uma proporção maior de empresas ofereceu descontos para atrair novos negócios.

“Algumas empresas tiveram sucesso em garantir novos trabalhos, mas outras observaram que as vendas fracas no varejo e decisões de compra cautelosas entre os clientes restringiram o crescimento. Os pedidos globais a fábricas aumentaram ao ritmo mais lento registrado no atual período de seis meses de expansão, uma tendência semelhante à da produção”, destacou.

E concluiu: “não obstante, a confiança nos negócios aumentou em agosto, com as empresas mantendo previsões otimistas para vendas, fundamentando outra rodada de criação sólida de empregos e uma melhoria do crescimento da compra de insumos.”

  • Quer saber mais sobre o PMI Industrial do Brasil e aprender a investir? Clique aqui!
newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias