Economia
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
PIB dos EUA encolhe a um ritmo anualizado de 0,9% no 2TRI; confira PCE e auxílio-desemprego

PIB dos EUA encolhe a um ritmo anualizado de 0,9% no 2TRI; confira PCE e auxílio-desemprego

Osni Alves

Osni Alves

28 Jul 2022 às 10:02 · Última atualização: 28 Jul 2022 · 7 min leitura

Osni Alves

28 Jul 2022 às 10:02 · 7 min leitura
Última atualização: 28 Jul 2022

Imagem mostra uma parte de Los Angeles, na Califórnia.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos (EUA) encolheu a um ritmo anualizado de 0,9% no segundo trimestre de 2022, ante consenso de alta de 0,4% e, com este panorama, aumentam as chances de recessão, segundo a Bloomberg.

De acordo com a agência, a inflação atual, acima dos 8,6%, corroem o dinheiro das famílias e prejudica os gastos do consumidor.

Além disso, os aumentos consideráveis das taxas de juros do Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA), incidem no investimento empresarial e na demanda por habitação.

Conforme dados divulgados hoje pelo departamento de Comércio dos EUA, a referida taxa anualizada (0,9%) vem após uma queda de 1,6% nos primeiros três meses do ano.

O levantamento mostra ainda que o consumo pessoal, que tem grande peso na economia, cresceu 1%, desacelerando em relação ao período anterior.

Já a projeção mediana em uma pesquisa da Bloomberg com economistas apontava um avanço de 0,4% no PIB e um aumento de 1,2% nos gastos do consumidor.

Outros dados importantes divulgados hoje pelo governo dos EUA mostram que a primeira leitura do Índice de Preços ao Consumidor subiu à taxa anualizada de 7,1% no segundo trimestre de 2022. Já o Núcleo do PCE subiu à taxa anualizada de 4,4%.

Na sequência, os pedidos de auxílio-desemprego caíram a 256 mil, acima da previsão de 249 mil, sendo que na semana anterior os números foram revisados de 251 mil a 261 mil.

Gráfico mostra evolução do PIB dos EUA.
Tá, e aí?Stephan F. Kautz , economista-chefe da EQI Asset

Economista-chefe da EQI Asset, Stephan F. Kautz disse que sua equipe já acompanhava alguns indicadores que previamente apontavam para a possibilidade de uma contração, que acabou sendo confirmada nesta manhã.

“Apesar dessa queda de 0,9% ser menor do que a do primeiro trimestre, que recuou 1,6%, a gente acha que a composição foi pior, basicamente porque a gente teve agora os investimentos também caindo no período, e uma desaceleração adicional do consumo. Ou seja, a demanda interna mais fraca no segundo trimestre do que no primeiro trimestre”, destacou.

Na prática, significa dizer que, em geral, pela composição e pela abertura do número, o segundo trimestre foi pior do que o primeiro.

Segundo Kautz, paira no ar uma discussão econômica acerca de recessão técnica, mas, ele diz entender, porém, que a abertura indicada no relatório de hoje acaba sendo mais importante, pois mostra que, possivelmente, o PIB deve continuar fraco nos EUA.

“Para a política monetária, o banco central americano ainda deve continuar olhando o desemprego e o payroll, que continua bastante forte, para, assim, defender a postura deles, se continua ou não subindo os juros nas próximas reuniões”, frisou.

PIB dos EUA

De acordo com relatório divulgado hoje, a queda no PIB real refletiu quedas no investimento privado em estoque, investimento fixo residencial, gastos do governo federal, gastos dos governos estaduais e municipais e investimento fixo não residencial que foram parcialmente compensados ​​por aumentos nas exportações e despesas de consumo pessoal (PCE). As importações, que são uma subtração no cálculo do PIB, aumentaram (tabela 2).

O documento mostra, ainda, que a diminuição do investimento privado em existências foi liderada por uma diminuição no comércio a retalho (principalmente lojas de mercadorias em geral, bem como concessionários de veículos automóveis).

Já a diminuição do investimento fixo residencial foi liderada pela diminuição de “outras” estruturas (nomeadamente comissões de corretores). A redução nos gastos do governo federal refletiu uma diminuição nos gastos não relacionados à defesa, que foi parcialmente compensada por um aumento nos gastos com defesa.

A diminuição das despesas não relacionadas com a defesa reflectiu a venda de petróleo bruto da Reserva Estratégica de Petróleo, o que resulta numa diminuição correspondente nas despesas de consumo. Como o petróleo vendido pelo governo entra em estoques privados, não há efeito líquido direto no PIB.

A queda nos gastos do governo estadual e municipal foi liderada pela diminuição do investimento em estruturas. A diminuição do investimento fixo não residencial refletiu as reduções em estruturas e equipamentos que foram compensadas principalmente por um aumento em produtos de propriedade intelectual. O aumento das importações refletiu o aumento dos serviços (com destaque para as viagens).

Renda Pessoal

A renda pessoal em dólares atuais aumentou US$ 353,8 bilhões no segundo trimestre, em comparação com um aumento de US$ 247,2 bilhões no primeiro trimestre. O aumento refletiu principalmente aumentos na remuneração (liderada por salários e vencimentos privados), renda dos proprietários (tanto não agrícola quanto agrícola), receitas de renda pessoal sobre ativos e renda de aluguel (tabela 8).

A renda pessoal disponível aumentou US$ 291,4 bilhões, ou 6,6%, no segundo trimestre, em contraste com uma queda de US$ 58,8 bilhões, ou 1,3%, no primeiro trimestre. O rendimento pessoal disponível real diminuiu 0,5 por cento, em comparação com um decréscimo de 7,8 por cento. A economia pessoal foi de US$ 968,4 bilhões no segundo trimestre, em comparação com US$ 1,02 trilhão no primeiro trimestre. A taxa de poupança pessoal – poupança pessoal como porcentagem da renda pessoal disponível – foi de 5,2% no segundo trimestre, em comparação com 5,6% no primeiro trimestre.

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA

Conforma relatório do departamento de trabalho dos EUA, na semana encerrada em 23 de julho, o valor adiantado para os sinistros iniciais ajustados sazonalmente foi de 256.000, uma redução de 5.000 do nível revisado da semana anterior.

O nível da semana anterior foi revisado para cima em 10.000, de 251.000 para 261.000.

A média móvel de 4 semanas foi de 249.250, um aumento de 6.250 em relação à média revisada da semana anterior. No anterior, a média da semana foi revisada em 2.500 de 240.500 para 243.000.

O avanço da taxa de desemprego segurado sazonalmente ajustado foi de 1,0% para a semana encerrada em 16 de julho, inalterada da taxa não revisada da semana anterior.

Já o número adiantado para o seguro-desemprego ajustado sazonalmente durante o semana que terminou em 16 de julho foi de 1.359.000, uma diminuição de 25.000 em relação ao nível não revisado da semana anterior de 1.384.000.

Por fim, a média móvel da semana foi de 1.362.000, um aumento de 8.750 em relação à média não revisada da semana anterior de 1.353.250.

Gráfico mostra a evolução dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.
  • Quer saber mais sobre o PIB dos EUA e aprender a investir? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!
newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias