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Em queda de braço com governo, Petrobras (PETR4) eleva preço de combustível

Em queda de braço com governo, Petrobras (PETR4) eleva preço de combustível

Osni Alves

Osni Alves

17 Jun 2022 às 10:47 · Última atualização: 17 Jun 2022 · 4 min leitura

Osni Alves

17 Jun 2022 às 10:47 · 4 min leitura
Última atualização: 17 Jun 2022

Em queda de braço com governo, Petrobras (PETR4) eleva preço de combustível

Em queda de braço com o governo federal, a Petrobras (PETR4) elevou o preço do combustível, conforme anúncio feito na manhã desta sexta-feira (17).

De acordo com a petroleira, o preço médio da gasolina passou de R$ 3,86 para R$ 4,06, aumento de 5,18%. Já em relação ao diesel, a companhia elevou a R$ 5,61, de R$ 4,91.

Ao longo da semana uma série e declarações por parte do governo federal tentava cativar a companhia a conter novos aumentos de combustíveis.

Representantes do Congresso também subiram o tom contra a petroleira, mas esta se mostrou irredutível acerca de seu compromisso com a paridade do preço internacional.

Isso porque os administradores da companhia defendem que a petroleira precisa ter os preços no mercado doméstico relacionados aos preços de paridade de importação.

Segundo eles, se assim não fosse não haveria qualquer agente econômico com aptidão ou com vontade de trazer derivados para o mercado doméstico. E isso poderia levar ao desabastecimento para o país.

Em queda de braço com governo, Petrobras (PETR4) eleva preço de combustível

Petrobras (PETR4): troca de comando

Enquanto isso o consumidor final tem que desembolsar R$ 6,46 em média, por litro de gasolina, e R$ 6,94 por litro do diesel. Agora, estes valores vão subir ainda mais. Por conta disso, algumas categorias profissionais ameaçam se mobilizar contra o governo. É o caso dos caminhoneiros.

Com este pano de fundo, o Palácio do Planalto passou a analisar “alternativas para forçar a saída” do presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, já na próxima semana – e, em seguida, trocar toda a diretoria da empresa. A informação é do jornalista Valdo Cruz em seu blog, no G1. Segundo ele, a intenção ganhou força diante da decisão da Petrobras, já comunicada ao governo, de promover um novo reajuste no preço dos combustíveis.

Em nota

Em nota, a Petrobras diz que é sensível ao momento em que o Brasil e o mundo estão enfrentando.

Também diz compreender os reflexos que os preços dos combustíveis têm na vida dos cidadãos, e que está buscando o equilíbrio de seus preços com o mercado global, porém sem o repasse imediato para os preços internos.

Por fim, a petroleira elencou que esse posicionamento permitiu manter os preços do GLP estáveis por 152 dias; do diesel, por até 84 dias, e da gasolina por até 99 dias.

“Essa prática não é comum a outros fornecedores que atuam no mercado bras8ileiro e que ajustam seus preços com maior frequência”, frisou.

Reajuste da gasolina terá impacto no IPCA, diz Kautz, da EQI Asset

O reajuste da gasolina terá impacto de 13 pontos base no IPCA no mês, disse o economista-chefe da EQI Asset, Stephan F Kautz.

Segundo ele, esse movimento vem com pressão do governo, que se posiciona contrário, e há reunião marcada para hoje entre líderes partidários no Congresso para decidir o que pode ser feito.

“Dentre as piores iniciativas estaria a possibilidade de tentar controlar o preço ou mudar a metodologia de como a petroleira calcula os preços, pois estes teriam efeito negativo”, disse.

E acrescentou que outras iniciativas menos ruins poderiam ser, talvez, “uma espécie de bolsa combustível ou alguma forma de redução na cadeia de impostos da gasolina.”

Ações

Por volta das 14h40 desta sexta as ações da companhia caíam 2,58%, cotadas a R$ 28,33.

Gráfico mostra ação da Petrobras (PETR4) recuando nesta sexta; fonte: tradingview.
Gráfico mostra ação da Petrobras (PETR4) recuando nesta sexta; fonte: tradingview.
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