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Weg: BESS é uma “avenida de expansão” e mais do que uma aposta

Weg: BESS é uma “avenida de expansão” e mais do que uma aposta

O armazenamento de energia é um componente crítico de um sistema elétrico em descarbonização, avalia o BTG Pactual

O negócio de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) desponta como um dos vetores estratégicos da WEG (WEGE3) e tende a ganhar relevância na composição de receitas e resultados nos próximos anos.

Em relatório divulgado neste domingo (25), os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Allmin (BTG Pactual) afirmam que “o armazenamento de energia é um componente crítico de um sistema elétrico em descarbonização, permitindo a integração confiável de fontes renováveis intermitentes como eólica e solar”.

Na prática, o BESS suaviza a volatilidade da geração, presta serviços essenciais de rede e responde rapidamente a desequilíbrios entre oferta e demanda — atributos que devem ser cada vez mais demandados em um cenário de expansão do consumo de energia.

Embora o BESS ainda represente parcela pequena do faturamento da companhia, o BTG ressalta o potencial de aceleração, fazendo um paralelo com a trajetória dos transformadores, que “hoje respondem por aproximadamente 20% do lucro da WEG”, após um ciclo de crescimento que parecia modesto no início.

Avenida de expansão

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Para os analistas, a combinação de tendência estrutural de alta no consumo, busca por resiliência das redes e procura por soluções de flexibilidade — que incluem BESS, alternadores e synchronous condensers — cria uma avenida de expansão para a empresa.

A tese se apoia na amplitude do portfólio e na integração vertical em nível de solução. A WEG não fabrica as células das baterias — “são adquiridas de fornecedores no exterior” —, mas entrega um sistema completo, produzindo e integrando inversores, transformadores, sistemas de controle e software.

“Embora a limitada verticalização de um componente‑chave possa restringir escala e rentabilidade, acreditamos que a WEG permanece bem posicionada, alavancando seu portfólio existente e profunda expertise em hardware e software”, escrevem Marquiori, Recchia e Allmin.

Em outras palavras, a empresa captura valor ao orquestrar a solução e reduzir riscos de integração para o cliente final — modelo semelhante ao adotado nas soluções solares da própria WEG.

Expansão da produção

A capilaridade industrial é outro ponto de apoio. “Atualmente, a WEG fabrica baterias exclusivamente em Jaraguá do Sul (Brasil)”, anotam os analistas. Mas, por ser uma plataforma que integra diversos componentes, a performance ótima exige uma pegada produtiva mais ampla.

Por isso, a cadeia de suprimentos de BESS também se beneficia de fábricas na Colômbia, África do Sul, Estados Unidos e México, favorecendo escala e proximidade com mercados‑chave.

Na visão do BTG Pactual, a WEG figura entre as melhores posicionadas para capturar o ciclo de BESS graças ao escopo de produtos e à integração de sistemas — reforçando o status de “um dos melhores compounders de longo prazo” sob cobertura do banco. Em um mercado que acelera, o BESS tende a migrar de “aposta promissora” para pilar competitivo na estratégia da companhia.

A recomendação do BTG é de compra para as ações da Weg, com preço-alvo de R$ 52.

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