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Usiminas registra lucro de R$ 337 milhões no 1TRI25, alta de 845% na comparação anual

Usiminas registra lucro de R$ 337 milhões no 1TRI25, alta de 845% na comparação anual

Usiminas lucra R$ 337 milhões no 1T25, crescimento de 845% em relação ao ano anterior. Receita sobe 10% e EBITDA ajustado avança 76%

A Usiminas (USIM5) apresentou um expressivo crescimento do lucro líquido no primeiro trimestre de 2025 (1TRI25), que somou R$ 337 milhões — uma alta de 845% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O desempenho positivo também foi impulsionado por um aumento de 10% na receita líquida, que atingiu R$ 6,858 bilhões, e por um avanço de 76% no EBITDA ajustado, que chegou a R$ 733 milhões.

Segundo a administração da companhia, os resultados refletem a continuidade da trajetória de recuperação iniciada no 4TRI24. 

Iniciamos o ano seguindo a trajetória positiva do 4TRI24, atingindo um EBITDA consolidado de R$ 733 milhões, 41% superior ao trimestre anterior, e com margem de 11%, confirmando nossas expectativas de melhora dos resultados”, destacou a empresa no relatório.

O bom desempenho foi puxado, sobretudo, pelo aumento de 4% no volume de vendas no mercado interno de aço. A empresa atribui o crescimento à “demanda resiliente nos segmentos de aços planos”, o que possibilitou reajustes de preços e levou a um avanço de 7% na receita líquida do segmento de siderurgia.

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O EBITDA ajustado da área de siderurgia atingiu R$ 810 milhões, com margem de 17%, superior aos R$ 528 milhões e margem de 15% registrados no trimestre anterior. Já o custo por tonelada (CPV/t) se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024, apesar de uma leve pressão na comparação com o quarto trimestre do ano passado. 

Para a administração, esse desempenho “reforça o entendimento de que a disciplina de custos segue no foco […] para ganhos de competitividade”.

Mineração também avança

Na divisão de mineração, a Usiminas reportou vendas de 2,2 milhões de toneladas no 1TRI25, volume 13% superior ao registrado no trimestre anterior. O aumento das vendas e a valorização dos preços contribuíram para um EBITDA de R$ 276 milhões no setor, com margem de 40%, frente aos R$ 239 milhões do 4TRI24.

Segundo a companhia, “a receita foi favorecida por melhor patamar de preços e boas realizações de prêmio de qualidade nos nossos granulares e sinter feed”.

Expectativas para o segundo trimestre

A companhia projeta continuidade da recuperação no segundo trimestre, com volumes superiores nas divisões de siderurgia e mineração. 

Mantemos nossa expectativa de crescimento no volume de vendas no mercado interno, o que poderá possibilitar reajustes de preços”, informou a empresa. No entanto, a Usiminas também chamou atenção para a pressão competitiva causada pelas importações de aço, especialmente da China, que continuam afetando os preços no mercado doméstico.

No primeiro trimestre, foram importadas cerca de 250 mil toneladas de aços planos — uma queda de 11% na comparação trimestral e de 17% frente ao 1TRI24. A expectativa é de estabilidade no volume importado nos próximos meses.

A empresa destacou ainda as medidas preliminares de antidumping anunciadas pela Secretaria de Comércio Exterior, com margens que variam entre US$ 57/t e US$ 129/t, e aguarda a implementação definitiva dessas medidas para conter práticas de concorrência desleal. 

Seguimos acompanhando os desdobramentos com a expectativa de que a medida definitiva seja implementada o mais breve possível”, afirmou a Usiminas.

Investimentos e cenário desafiador

No trimestre, a companhia investiu R$ 362 milhões, com foco na elevação futura da produção nas unidades de mineração e equipamentos. Apesar dos avanços, a empresa reconhece que o cenário ainda é desafiador, marcado por juros elevados e incertezas no comércio internacional. 

A falta de políticas efetivas de proteção à indústria nacional também preocupa. De acordo com a Usiminas, citando dados do Instituto Aço Brasil, a ociosidade da capacidade instalada do setor é de 42%.

O mercado local sofre forte pressão dos importados com práticas desleais e prejuízos às margens dos produtores locais. […] O Brasil não pode ficar alheio a essa situação”, alertou a empresa.

Por fim, a companhia reiterou seu compromisso com a segurança, integridade e disciplina de capital, reafirmando o foco em eficiência e sustentabilidade ao longo do ano. 

Seguimos comprometidos com a busca por maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade do nosso negócio, sem deixar de lado o cuidado com as pessoas”, concluiu.

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