A Money Week chega a 2026 em uma nova fase. Depois de 11 edições, o evento promovido pela EQI Investimentos se prepara para reunir investidores, especialistas, empresários e nomes do mercado financeiro em uma programação concentrada em dois dias. Na abertura desta série de perfis que participarão da Money Week, o nome escolhido é também o anfitrião da jornada: Juliano Custódio, fundador e CEO da EQI.
A presença de Juliano Custódio na Money Week ajuda a explicar não apenas o crescimento do evento, mas também a transformação da própria EQI. A empresa que começou apoiada em educação financeira, conteúdo gratuito e relacionamento com investidores hoje soma R$ 55 bilhões sob custódia e ocupa um espaço relevante no mercado brasileiro.
O caminho até aqui, porém, não começou com grandes estruturas. Começou com uma ideia simples: falar de investimentos de um jeito que mais pessoas conseguissem entender.
Da educação financeira ao mercado de capitais
Juliano Custódio iniciou sua trajetória profissional no mercado financeiro ainda jovem. Antes de fundar a EQI, passou pelo Banrisul, pela AmBev e pela XP Investimentos. Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele construiu uma carreira distante da engenharia tradicional, mas próxima dos números, dos cálculos e da disciplina que o mercado exige.
Em 2008, criou o blog Eu Quero Investir. Naquele momento, a internet ainda não era o território maduro que é hoje para criadores de conteúdo financeiro. Mesmo assim, Custódio viu ali uma oportunidade de democratizar o acesso à informação. A proposta era explicar renda fixa, produtos financeiros, planejamento e investimentos sem a barreira do “financês”.
A estratégia funcionou, o conteúdo gratuito atraiu leitores, gerou confiança e, aos poucos, se transformou em uma base de relacionamento com investidores. O blog deixou de ser apenas um canal de educação financeira e se tornou o embrião de uma empresa de investimentos.
Essa origem ainda aparece na Money Week, o evento carrega a mesma lógica que marcou o início da EQI: traduzir o mercado para públicos diferentes, do iniciante ao investidor mais experiente.
A construção da EQI
A EQI Investimentos foi fundada em 2013 e cresceu em um período de forte expansão do mercado de assessoria financeira no Brasil. Em 2017, a incorporação de escritórios em Santa Catarina ajudou a ampliar a presença da companhia. Mais tarde, a parceria com o BTG Pactual marcou uma nova etapa.
Em 2023, a EQI passou a operar como corretora de valores própria, em parceria com o BTG Pactual. O movimento consolidou uma ambição antiga de Custódio: avançar além do modelo de escritório de agentes autônomos e construir uma plataforma mais completa para o investidor.
Hoje, como CEO da EQI, ele lidera uma empresa que cresceu apoiada em três pilares: educação financeira, assessoria e escala. A Money Week é uma espécie de vitrine dessa combinação. O evento coloca no mesmo ambiente conteúdo, relacionamento e visão de mercado.
O medo como ponto de partida
Ao falar com investidores, Juliano Custódio costuma partir de um sentimento comum no Brasil: o medo. Medo de perder dinheiro, de tomar decisões erradas, de depender do cenário político, de não conseguir se aposentar com tranquilidade.
Na Money Week 2025, em entrevista ao ND Mais, ele tratou desse tema ao comentar o ambiente econômico e político do país. “Dá medo porque o ambiente político está sempre turbulento e toda essa turbulência política dá muito medo, mas as pessoas têm que usar esse medo justamente para planejar o seu futuro”, afirmou. “Toda essa turbulência política, toda essa turbulência econômica, ela tem que incentivar as pessoas a planejarem o futuro, não dependerem do estado, não dependerem do governo.”
A fala resume uma parte importante da mensagem que Juliano Custódio leva à Money Week: investir não é apenas buscar rentabilidade, é criar autonomia, é montar uma reserva, pensar no longo prazo e reduzir a dependência de fatores que o investidor não controla.
Começar cedo, mesmo com pouco
A história pessoal de Custódio também aparece com frequência em suas falas públicas. Ele costuma contar que começou a pensar em aposentadoria aos 18 anos, influenciado por um tio. A lembrança virou uma das bases de seu discurso sobre disciplina financeira.
“Eu tive muita sorte de um tio meu me incentivar a começar a pensar em aposentadoria com 18 anos de idade. Então eu comecei a guardar ali o que era hoje R$ 20, R$ 30 por mês”, disse ao ND Mais durante a Money Week 2025.
Para ele, o valor inicial importa menos do que o hábito. “Comece a investir R$ 20 por mês, R$ 30 por mês. Comece a poupar e quanto mais cedo, melhor”, reforçou.
Essa visão dialoga diretamente com a proposta da Money Week 2026. Em um evento que chega à 12ª edição, o objetivo não é apenas discutir produtos financeiros ou cenários econômicos. É mostrar que a construção de patrimônio depende de tempo, método e orientação.
Uma nova fase da Money Week
A 12ª edição da Money Week marca também uma mudança de formato. A nova fase, concentrada em dois dias, reforça a ideia de uma programação mais objetiva, intensa e voltada para decisões práticas do investidor.
Para a EQI, o evento é mais do que uma agenda anual, é uma extensão da estratégia que começou lá atrás, no blog Eu Quero Investir. Primeiro, a empresa ensinou finanças pela internet. Depois, transformou esse relacionamento em assessoria. Agora, reúne parte desse ecossistema em um encontro presencial e de grande alcance.
Nesse contexto, Juliano Custódio Money Week é mais do que uma combinação de nome e evento. É a síntese de uma trajetória empresarial ligada à educação financeira e à tentativa de aproximar o brasileiro do mercado de investimentos.
O que esperar de Juliano Custódio na Money Week 2026?
Como anfitrião, Juliano Custódio deve levar à Money Week 2026 uma visão de longo prazo sobre o mercado, os desafios do investidor brasileiro e a evolução da EQI. A empresa chega ao evento com R$ 55 bilhões sob custódia, em um momento em que o setor financeiro passa por mudanças em tecnologia, regulação, concorrência e comportamento do investidor.
Também deve estar presente uma mensagem recorrente em sua trajetória: a importância de transformar conhecimento em ação. Para Custódio, informação sozinha não resolve, oinvestidor precisa entender, planejar e executar.
Aos poucos, a Money Week se consolidou como uma das principais frentes de comunicação da EQI com o público. Em 2026, ao completar 12 edições, o evento também funciona como um retrato do crescimento da própria companhia.
Juliano Custódio não é apenas o tema de abertura de uma série de perfis, é o ponto de partida para entender como um projeto criado para explicar investimentos de forma simples se transformou em uma corretora bilionária, com ambição de continuar crescendo e influenciando a forma como os brasileiros lidam com o dinheiro.
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