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Money Week debate crédito no mercado de capitais

Money Week debate crédito no mercado de capitais

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

29 Out 2021 às 21:00 · Última atualização: 29 Out 2021 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

29 Out 2021 às 21:00 · 3 min leitura
Última atualização: 29 Out 2021

Para falar sobre crédito no mercado de capitais, a quinta edição da Money Week recebeu Fabrizzio Marchetti, CEO da Milenio Capital, e André Pina, COO da Capitalys. Ambos atuam em empresas que captam recursos para fintechs por meio de crédito estruturado.

A seguir, confira alguns dos principais pontos da conversa com os gestores.

A evolução do crédito no mercado de capitais

Desde o início da pandemia, o mercado viu uma grande expansão no crédito estruturado. Nesse sentido, a captação de FIDCs (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) superou R$ 100 bilhões, e muitas pessoas físicas saíram de bancos para trabalharem com gestoras desses ativos.

De acordo com Pina, a queda da Selic foi um dos fatores que motivou a procura por investimentos em crédito estruturado. Há alguns anos, era muito fácil ter bons retornos com as antigas taxas altas da renda fixa. No entanto, a queda dos juros fez o investidor sair da zona de conforto para olhar outros investimentos mais atrativos em termos de rentabilidade.

“E esse movimento não foi só das pessoas físicas”, complementa Pina. “Nesse sentido, investidores institucionais, como grandes bancos, também buscaram investimentos alternativos relacionados a créditos estruturados”, diz.

Além disso, o avanço da tecnologia também ajudou a fomentar os investimentos em fintechs, seja para as tomadoras de crédito ou para quem deseja investir nessas empresas.

Crédito no mercado de capitais e a importância da tecnologia

Para Marchetti, é fundamental que o investidor tenha um gestor que consiga controlar de forma detalhada os créditos que estão dentro de um FIDC. E isso só é possível por meio de tecnologia.

“Estamos trazendo muita tecnologia para o processo de apresentação de reports aos investidores. Dessa forma, eles conseguirão monitorar essas informações de forma escalável. A meu ver, ali na frente, a tecnologia fará com que os investidores pessoas físicas consigam ter acesso às informações das quais hoje ele ainda está um pouco distante. Por isso, a tecnologia será um diferencial muito importante nas operações de crédito estruturado”, complementa Marchetti.

Tecnologia na avaliação de risco

Atualmente, quando comparamos os créditos mais líquidos (como CRIs, CRAs e debêntures) com créditos estruturados, percebe-se uma diferença de spread bastante grande. No entanto, muitas vezes a classificação de risco desses ativos são semelhantes.

Em outras palavras, hoje no mercado existe uma diferença grande em termos de rentabilidade entre um crédito estruturado e uma debênture da Vale (VALE3), por exemplo.

Para Marchetti, por meio da tecnologia, o mercado está caminhando para reduzir essas diferenças. Segundo o gestor, “quando se analisa o título de uma empresa (como uma debênture), basicamente estamos considerando as suas demonstrações financeiras. Já no mercado de operações estruturadas, você não olha um balanço, mas sim a saúde da carteira com diversos indicadores. Logo, o uso de tecnologias comparativas fará com que o custo de capital dessas operações caia com o tempo. Isso porque, com a tecnologia, será mais fácil estabelecer comparações entre ativos diferentes, coisa que hoje é mais difícil para as agências de rating”.

FIDC: investimento rentável e ainda pouco conhecido

Em relação ao FIDC, Pina chama atenção para o fato de que o investimento deveria ser mais conhecido e aceito por parte do mercado. Trata-se de uma forma de investir diretamente em carteiras de crédito de empresas, o que traz boas rentabilidades. Porém, as informações sobre essas carteiras ainda não são claras para o investidor, o que acaba impactando negativamente a aceitação desses investimentos em muitos casos.

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