Alô, câmbio! Como estão as coisas por aí? Atendendo a pedidos, vou centralizar a nossa conversa desta semana em acontecimentos internacionais, iniciando pelo maior parceiro comercial do Brasil, a China. Aliás, o epicentro para boa parte do mau humor importado lá de fora nos últimos meses… Depois, ao final, voltaremos ao nosso Brasil. Sendo assim…
A China é um país comunista…
Ah vá! Apesar de ser uma afirmação óbvia, muita gente parece ter esquecido disso. Como todo país de economia planificada, o governo define quem ganha e quem perde. Simples assim…
Seguindo esta linha de raciocínio, as regras do jogo podem mudar a qualquer momento. Basta uma “canetada” da administração central e já era. E tem gente descobrindo isso da pior forma, ou seja, no bolso…
O “causo” das empresas de educação na China
Koolearn Tech (cursos on-line), New Oriental, Gaotu, TAL… De grandes empresas com crescimento vertiginoso e expectativas incríveis no futuro, elas passaram a valer quase nada da noite para o dia. O motivo? Na intenção de controlar o conteúdo entregue à sua população ainda mais, Pequim decidiu proibir investimentos estrangeiros no setor educacional. Quem tinha papéis desses nomes, só pode amargar um enorme prejuízo…
China: até mesmo as “techs” foram alvo…
Antes, a reserva de mercado que impedia o acesso ao gigante asiático de empresas como Google, Facebook, entre outras, ajudou bastante.
Agora, companhias do setor de tecnologia estão amargando um nível de intervenção nunca antes visto. A ponto do IPO (estreia na bolsa de valores) da Alipay (braço financeiro da Alibaba) ter sido sumariamente cancelado há alguns meses, por exemplo. E pelo Governo Central, não por uma decisão de mercado da empresa…
Enquanto isso nos EUA…
Com Biden ainda sob pressão por conta da saída atribulada do Afeganistão, a atenção está para os novos pacotes de estímulo à economia. Mesmo com maioria democrata nas duas casas, a aprovação tende a ser no mínimo, complicada.
E o FED?
Deve diminuir os estímulos mesmo, iniciando o tapering ainda em 2021. O mercado aguarda qual vai ser o tamanho do corte nas compras mensais de bonds.
Minha aposta? Redução para US$ 100 bilhões (dos atuais US$ 120 bilhões), escalonando até zerar as compras até final de 2023 ou início de 2024.
Tá bom… E só para não passar em branco…
E o Brasil?
No Brasil, a terceira via parece mais difícil, após a baixa adesão aos protestos do dia 12/09. E, pelo menos por enquanto, não vai ter impeachment e muito menos, golpe. Segue o jogo…
Bons negócios, até semana que vem. E com super quarta-feira, com Fed e Copom! Câmbio desligo.





