É muito provável que teremos bastante agito nos próximos dias. Apesar de haver um feriado em plena quarta, o Fed, pelo contrário, não vai parar. E mexe com o câmbio.
Teremos nada menos que a decisão de política monetária nos EUA. Além da esperada coletiva de imprensa na sequência da divulgação.
As apostas seguem em aberto sobre o timing para o primeiro corte de juros nos EUA. Bem diferente do relativo consenso que havia alguns meses atrás, de que o ciclo de queda iria começar justamente pela reunião do dia 1 de maio.
A expectativa agora é de uma redução de 0,25% apenas em 2024… E só no último trimestre, depois inclusive das eleições para a Casa Branca.
Para ajudar ainda mais no sobe e desce da semana, temos a divulgação do relatório de geração de vagas (payroll) na sexta. Mesmo script de sempre… Um número acima do esperado pode derrubar por terra qualquer esperança de um corte de juros ainda este ano.
E o dólar tende a se valorizar por conta desse fato… Claro, o inverso também segue verdadeiro, com o Real podendo ter um fôlego extra caso o payroll decepcione.
O ambiente de negócios segue volátil no Brasil, com a sigla “RJ” na cabeça de muito investidor… Os próximos dias serão de divulgação de balanços, porém a relação do Planalto com o Congresso deve seguir sendo a principal pauta do notíciário econômico. E seguimos no “risco Brasília”…
Ao contrário do que comentamos nos últimos calls, a tendência é de termos alguns solavancos no horizonte próximo. Nossas apostas seguem para testarmos o câmbio a R$ 5,20 ou até mesmo alguns pontos acima nos próximos dias. A conferir…
Por Alexandre Viotto, head de Solutions da EQI Investimentos
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