O Bitcoin hoje (13) operava a US$ 83.598,09 por volta das 11h15, com alta de 2,27% no dia. A criptomoeda recuperava parte das perdas do fim de semana, quando chegou a cair para US$ 80,9 mil e perdeu temporariamente o suporte de US$ 82 mil.
A queda provocou mais de US$ 400 milhões em liquidações de posições compradas, segundo Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin. As liquidações ocorrem quando investidores utilizam alavancagem para apostar na valorização do ativo e têm suas posições encerradas automaticamente diante de uma baixa acentuada.
Esse processo amplia temporariamente as ordens de venda e ajuda a explicar a velocidade de algumas correções. Após a realização dessas posições, porém, o Bitcoin voltou a superar os US$ 82 mil e avançou novamente para a faixa dos US$ 83 mil.
Suporte volta ao radar
A recuperação ocorreu apesar de um ambiente desfavorável aos ativos de maior volatilidade. O KOSPI, principal índice da bolsa da Coreia do Sul, acumulava queda superior a 11% em três pregões, enquanto o Nasdaq recuava mais de 1,9% desde a sessão anterior.
“Mesmo nesse cenário, o Bitcoin conseguiu recuperar seu suporte. A confirmação acima dos US$ 82 mil ao longo da semana seria um sinal importante de força, embora o ambiente ainda exija cautela”, afirmou Fontes.
A região de US$ 82 mil vinha sendo acompanhada pelo mercado como principal suporte de curto prazo. A manutenção acima desse patamar pode abrir espaço para uma nova tentativa de aproximação dos US$ 87 mil, faixa que funcionou como resistência nas últimas semanas.
Uma nova perda dos US$ 82 mil, por outro lado, colocaria novamente em evidência a mínima de US$ 80,9 mil registrada no fim de semana.
Petróleo e inflação
O petróleo voltou a superar US$ 107 por barril após novos episódios envolvendo instalações energéticas na Ucrânia e a navegação pelo Estreito de Ormuz.
O governo ucraniano acusou a Rússia de atingir seis instalações de energia, colocando em dúvida os sinais anteriores de um possível entendimento para evitar ataques a esse tipo de infraestrutura. No Oriente Médio, o Irã informou que um terceiro superpetroleiro foi atingido durante o fim de semana.
A alta da commodity pode encarecer combustíveis, transporte e produção, dificultando a desaceleração da inflação. Esse cenário aumenta a possibilidade de o Federal Reserve manter os juros elevados por mais tempo, tornando os títulos americanos mais atrativos em relação às criptomoedas.
As atenções agora se voltam ao CPI de setembro, que será divulgado nesta quarta-feira (14). A expectativa é de aceleração da inflação anual americana de 3,4% para 3,6%.
“Um dado abaixo do esperado pode aliviar o receio de novas altas de juros e ajudar o BTC. Já uma inflação acima das expectativas reforçaria a pressão sobre os juros e poderia colocar novamente à prova os US$ 82 mil”, avaliou Fontes.
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ETFs seguem negativos
Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos registraram saídas líquidas de US$ 65,4 milhões na segunda-feira (12). O resultado veio após uma semana na qual os fundos acumularam aproximadamente US$ 681 milhões em retiradas.
Quando esses produtos recebem novos recursos, seus gestores precisam ampliar a exposição ao Bitcoin. Em períodos de resgates, essa fonte de demanda diminui e pode limitar a recuperação da criptomoeda.
O dado mais recente, entretanto, mostrou uma desaceleração no ritmo das retiradas. Em alguns pregões da semana passada, as saídas superaram US$ 200 milhões e chegaram a ultrapassar US$ 400 milhões.
“Ainda é cedo para falar em uma virada, mas uma redução consistente dessas saídas — ou principalmente o retorno de entradas — ajudaria bastante na recuperação do mercado”, disse o analista.
BitMine amplia Ethereum
No mercado de Ethereum, a BitMine comprou mais 12.532 ETH na última semana e elevou sua posição para aproximadamente 6,03 milhões de unidades. A quantidade representa cerca de 4,9% de toda a oferta circulante da criptomoeda e possuía valor estimado de US$ 15,3 bilhões.
Cerca de 5,07 milhões de ETH, equivalentes a 84% da carteira, estão alocados em staking. Nesse processo, os ativos ficam comprometidos com a validação de transações da rede em troca de uma remuneração.
Com rendimento próximo de 2,61% ao ano, a BitMine estima obter US$ 336 milhões em receitas anualizadas. Caso praticamente toda a posição seja direcionada ao staking, a projeção pode chegar a aproximadamente US$ 400 milhões por ano.





