O Bitcoin hoje (13) opera em queda, pressionado pela nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. Por volta das 15h02, a criptomoeda recuava 2,90%, cotada a US$ 61.889,75, segundo dados do Google Finance.
A baixa acompanha o aumento da aversão a risco após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz no fim de semana. A reação imediata apareceu no petróleo, que voltou a subir e reacendeu preocupações com inflação global e juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos.
Segundo Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, o BTC ainda tenta defender uma região técnica importante, próxima da média móvel de 200 semanas, atualmente na casa dos US$ 63 mil. A perda desse patamar aumenta o risco de novo teste dos suportes em US$ 60 mil e US$ 58 mil.
Bitcoin hoje sente pressão de Ormuz
A tensão geopolítica voltou a ser o principal fator de pressão para o mercado cripto. De acordo com o Mercado Bitcoin, o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz ficará fechado “até segunda ordem” e até o fim das intervenções americanas na região.
O episódio ocorreu após autoridades americanas afirmarem que o Irã disparou contra uma embarcação comercial que transitava pela região. A resposta dos Estados Unidos veio com novos ataques contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz.
O impacto mais relevante para os mercados aparece no petróleo. A alta do barril tende a elevar o temor de inflação mais resistente, o que pode levar investidores a recalibrar apostas sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos.
Para o Bitcoin, esse canal é decisivo: petróleo mais caro pode significar inflação mais persistente, Federal Reserve mais duro e menor apetite por ativos sensíveis à liquidez.
“O ponto técnico mais importante é a disputa pela média móvel de 200 semanas, atualmente próxima dos US$ 63 mil”, afirma Tota.
Média de 200 semanas entra no radar
Apesar da queda desta segunda-feira, o Mercado Bitcoin avalia que o BTC mostrou alguma resiliência no fim de semana. Mesmo com a piora geopolítica, o ativo conseguiu fechar a última semana na região dos US$ 63,7 mil.
Agora, a atenção se volta para a sustentação da média móvel de 200 semanas. Esse patamar costuma ser acompanhado pelo mercado como uma referência técnica relevante em momentos de correção.
Se o Bitcoin conseguir recuperar e se manter acima dessa região, o sinal seria positivo para a leitura de força compradora. Caso contrário, aumenta o risco de uma volta aos suportes de US$ 60 mil e, em seguida, US$ 58 mil.
“Se o Bitcoin conseguir se manter acima dessa região mesmo com o aumento da tensão geopolítica, isso será um sinal relevante de força compradora. Por outro lado, uma manutenção abaixo desse nível aumenta o risco de reteste dos suportes em US$ 60 mil e, depois, US$ 58 mil”, diz o executivo do Mercado Bitcoin.
Inflação dos EUA será teste da semana
Além da crise em Ormuz, o mercado cripto terá uma agenda importante de inflação nos Estados Unidos. Na terça-feira (14), será divulgado o CPI, índice de preços ao consumidor. Na quarta-feira (15), será a vez do PPI, que mede a inflação ao produtor.
Os dados são referentes a junho, período em que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã ainda estava em vigor e o fluxo no Estreito de Ormuz havia melhorado parcialmente.
Esse contexto ajudou o petróleo a cair para abaixo de US$ 70 no mês passado, o que pode contribuir para leituras mais benignas de inflação em relação ao mês anterior.
Se CPI e PPI vierem abaixo do esperado, o mercado pode reduzir novamente a percepção de que o Fed precisará adotar uma postura mais dura. Esse cenário tende a favorecer ativos como Bitcoin, Ethereum e demais criptomoedas.
Por outro lado, números acima do esperado, combinados com petróleo em alta e tensão geopolítica, podem ampliar a pressão sobre o mercado cripto.
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Investidores de longo prazo acumulam BTC
Um ponto de sustentação para o Bitcoin vem dos investidores de longo prazo. Segundo o Mercado Bitcoin, esse grupo voltou a acumular pouco mais de 55,7 mil BTC desde 2 de julho, em um intervalo de 11 dias.
Com isso, a quantidade de Bitcoin em posse desses investidores passou de aproximadamente 14,9 milhões para 14,957 milhões de unidades.
A comparação com a Strategy ajuda a dimensionar o dado. A venda recente da companhia foi de pouco mais de 3,2 mil BTC. Ou seja, a acumulação dos investidores de longo prazo no período foi mais de 17 vezes maior do que essa venda.
Solana avança no Japão
Entre as altcoins, a Solana também entrou no radar. A Solana Foundation anunciou uma parceria estratégica com a SBI Holdings para desenvolver um mercado financeiro on-chain a partir do Japão.
Como parte da iniciativa, a fundação passará a ter participação na SBI R3 Japan, que adotará o nome comercial SBI Solana Global. O objetivo é apoiar a emissão e distribuição de stablecoins, incluindo a JPYSC, pareada ao iene, além de ativos tokenizados como títulos corporativos, commercial papers, fundos e imóveis.
A parceria também pretende desenvolver infraestrutura de liquidação internacional e serviços financeiros on-chain voltados para investidores institucionais.






