O ouro avançou com força nesta sexta-feira (9) e atingiu o maior nível em uma semana, dando continuidade à recuperação iniciada no pregão anterior. O movimento foi favorecido pelo enfraquecimento do dólar, pela redução dos rendimentos dos títulos americanos e pela procura de investidores após a forte correção registrada nos últimos dias.
No mercado à vista, o ouro subiu cerca de 1,4%, para US$ 4.190,49 por onça, depois de ter tocado uma mínima de dois meses no início da semana. No acumulado semanal, o metal caminhava para uma valorização próxima de 1,2%.
Os contratos futuros também acompanharam o movimento. O ouro para dezembro negociado nos Estados Unidos avançou aproximadamente 1,4%, para US$ 4.215,60 por onça. A Comex, integrante do CME Group, é uma das principais referências globais para a negociação de futuros do metal.
A alta desta sexta-feira representa uma mudança importante de direção depois da pressão vista no início da semana. Parte do movimento foi atribuída à busca por oportunidades de compra perto da região de US$ 4 mil por onça, depois que a combinação entre dólar forte e juros elevados nos Estados Unidos havia afastado investidores do metal.
Mesmo com a recuperação, a trajetória dos juros americanos continua sendo o principal ponto de atenção. Declarações recentes de integrantes do Federal Reserve mantêm aberta a possibilidade de novos aumentos da taxa básica para conter a inflação. Juros mais elevados costumam reduzir a atratividade do ouro, já que o metal não oferece rendimento ao investidor.
Por outro lado, o cenário continua oferecendo fatores de suporte. A demanda de bancos centrais e o papel do ouro como ativo de proteção permanecem relevantes, especialmente em períodos de maior volatilidade nos mercados e de preocupação com inflação e riscos geopolíticos.
A recuperação em dois pregões ainda não caracteriza, por si só, uma nova tendência de alta. Mas a intensidade do avanço desta sexta-feira, somada à máxima de uma semana, coloca o ouro novamente no radar dos investidores. Os próximos movimentos do dólar, dos Treasuries e das expectativas para os juros do Federal Reserve devem definir se o metal conseguirá sustentar essa reação.






