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iFood acerta compra da Caju e amplia disputa no vale-refeição

iFood acerta compra da Caju e amplia disputa no vale-refeição

Negócio pode reunir cerca de 3 milhões de usuários; empresas continuarão independentes até a aprovação do Cade e do Banco Central

O iFood Benefícios anunciou nesta terça-feira (20) um acordo para comprar a Caju, empresa de tecnologia para benefícios corporativos, despesas e gestão de pessoas. A aquisição amplia a presença do grupo no mercado de vale-refeição e vale-alimentação, segmento que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil.

As empresas não divulgaram o valor da operação. Segundo o Brazil Journal, uma fonte com conhecimento da negociação informou que a Caju foi avaliada em aproximadamente R$ 1 bilhão. Já o NeoFeed apurou uma transação superior a R$ 1,2 bilhão pela totalidade da companhia. As cifras não foram confirmadas pelas empresas.

O que o iFood ganha com a compra da Caju

A aquisição acrescenta uma carteira de mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores à operação do iFood Benefícios, que atende 65 mil companhias e 1,7 milhão de usuários. Somadas, as bases representam aproximadamente 135 mil empresas clientes e 3 milhões de usuários, antes de descontar eventuais sobreposições.

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Além de aumentar sua escala, o iFood pretende combinar a rede de restaurantes e supermercados do aplicativo com as ferramentas da Caju. A startup expandiu sua atuação para além dos cartões de benefícios e oferece soluções para administrar despesas corporativas e rotinas dos departamentos de recursos humanos.

De acordo com a Exame, Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju, vê na associação uma oportunidade de acelerar o desenvolvimento da plataforma.

O negócio amplia a capacidade de competição com operadoras tradicionais, uma vez que Alelo, Ticket, Pluxee e VR concentram, juntas, mais de 80% do mercado de benefícios.

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Compra ainda depende de aprovação

A assinatura do acordo antecede a conclusão da aquisição. O negócio depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central. Até a conclusão dessas etapas, iFood Benefícios e Caju continuarão operando de forma independente.

Segundo o Brazil Journal, Del Giglio permanecerá na companhia após a compra, mas a estrutura de comando da operação combinada ainda não foi definida. O plano de integração deverá ser apresentado depois das aprovações regulatórias.

A aquisição integra o pacote de R$ 24 bilhões em investimentos no Brasil anunciado pelo iFood em setembro e reforça a expansão do grupo para além das entregas de comida.