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Juros compostos: o que são e como utilizá-los? Saiba mais!

Juros compostos: o que são e como utilizá-los? Saiba mais!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

01 Mar 2022 às 19:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

01 Mar 2022 às 19:00 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Juros compostos

Reprodução/Pixabay

Conhecer o que são os juros compostos e como funcionam são uma parte importante para quem pretende investir no mercado financeiro. É com ele que o investir pode auferir rendimentos ao longo do tempo de uma determinada aplicação, principalmente as de renda fixa.

Antes de mais nada, é preciso lembrar que aplicar investimentos para obter rendimento com os juros compostos, é necessário tempo. Portanto, estes juros se aplicam melhor em investimentos de longo prazo, para a formação de uma aposentadoria, um fundo de emergência ou então para ter um rendimento que possa ser resgatado daqui a cinco anos.

É por isto que um dos segredos para o funcionamento de uma estratégia de investimento envolve os juros compostos. É pela aplicação consistente dessa taxa que o patrimônio se multiplica, levando ao alcance dos objetivos definidos.

O que são juros compostos e a diferença dos juros comuns

Antes de calcular e incluir em seus investimentos, antes é preciso saber o que são os juros compostos e qual a diferença dos juros comuns.

Os juros compostos são aqueles nos quais os juros do mês são incorporados ao capital. Com esse tipo de taxa, o valor cresce muito mais rápido do que com os chamados juros simples. Em outras palavras: são calculados sobre juros acumulados de períodos anteriores. Por isso são chamados de juros sobre juros.

Os juros são a contrapartida de emprestar dinheiro a uma pessoa ou instituição. São representados por um percentual sobre o valor total e podem ser calculados de forma simples ou composta.

Ou seja, quem toma o empréstimo recebe uma soma. Em paralelo, o credor – aquele que concede o empréstimo – ganha um rendimento em cima do valor emprestado até recebê-lo de volta.

Em um caso hipotético funciona da seguinte maneira: ao comprar um título do Tesouro Direto, por exemplo, o investidor está na prática emprestando dinheiro ao governo federal. A União, por sua vez, utilizará o dinheiro captado com a venda de títulos em alguma estratégia específica, seja para pagar alguma dívida com investidores internacionais ou alocar para alguma obra ou projeto.

Assim, ao captar os recursos o governo concede, em troca, o pagamento dos juros mensais compostos aos compradores de seus títulos.

Como funcionam?

Com relação aos investimentos, os juros compostos são incorporados ao capital existente. Ele será sempre calculado em cima do montante que já existia à nova taxa. Dessa forma, o montante segue sempre um viés de crescimento.

A taxa é aplicada sobre o valor do mês anterior. Daí vai acumulando os efeitos dos juros anteriores.

Quando aplicado a um empréstimo, por exemplo, de R$ 10 mil, considerando uma taxa mensal de 1%, no caso dos juros simples, o valor devido aumenta em R$ 100,00 (1% de R$ 10.000,00) a cada mês. Em 12 meses, o total será de R$ 11.200,00.

No caso dos juros compostos, o valor devido aumenta em R$ 100 no primeiro mês (1% de R$ 10.000,00), R$ 101 no segundo mês (1% de R$ 10.100,00), R$ 102,01 no terceiro mês (1% de R$ 10.201,00) e assim sucessivamente. Em 12 meses, o total será de R$ 11.268,25.

Percebe a diferença? Enquanto nos juros simples, incidem sempre a mesma taxa, sem levar em consideração o montante anterior, nos juros sobre juros, este é aplicado sempre levando em contato o montante do ano anterior. Ou seja: no 1% hipotético do exemplo acima, incide sempre com relação ao montante do mês anterior.

Como calcular a rentabilidade?

Para saber qual a importância dos juros compostos é preciso saber como calcular sua rentabilidade sobre os investimentos. Para atingir o ganho líquido deve-se descontar a incidência de taxas, impostos e outros custos. O resultado dessa equação deve ser dividido pelo que foi investido no começo da aplicação. Em seguida, desconta-se a inflação.

Para calcular, basta aplicar a fórmula:

Rentabilidade líquida = (1 + rendimentos) / (1 + inflação) – 1

Juros compostos: o “pulo do gato”

O pulo do gato nos juros compostos está no tempo que o investimento fica aplicado. Portanto, tratam-se de um mecanismo que ganha força ao longo do tempo. E torna-se uma ferramenta importante para a organização das finanças e dos investimentos.

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