O mercado brasileiro iniciou 2026 em tom positivo para os ativos de risco, criando oportunidades para investidores em FIIs. O movimento é impulsionado pelo aumento da demanda de estrangeiros e pela expectativa de cortes da taxa Selic já a partir de março, segundo avaliação da equipe de Research da EQI.
“Com o mercado já precificando o início dos cortes da Selic, a discussão deixou de ser sobre a direção e passou a se concentrar na intensidade do ciclo, fator central para o comportamento dos juros longos e para a reprecificação dos fundos imobiliários”, afirma Carolina Borges, head e analista de Fundos Imobiliários da EQI Research.
A EQI Research ressalta que, apesar de possíveis episódios de volatilidade de curto prazo, o cenário segue favorável para investidores com foco em renda e longo prazo. “Seguimos observando um bom desempenho operacional do mercado imobiliário como um todo, com destaque para galpões logísticos, shoppings e escritórios”, acrescenta Borges.
Oportunidade em FIIs: escritórios e fundos de papel no radar
No segmento de escritórios, a equipe avalia que sinais de recuperação vêm se tornando mais consistentes nos últimos meses. Ainda assim, há uma diferença entre a melhora do mercado físico e a precificação dos FIIs do setor.
“Os fundos imobiliários de escritórios ainda negociam com desconto em relação à dinâmica operacional dos ativos, o que representa uma oportunidade de FIIs para o investidor”, explica Carolina Borges.
Nos fundos de papel, a expectativa é que o carrego proporcionado pelos dividendos mensais se mantenha elevado, mesmo considerando ajustes pontuais em função de um ambiente inflacionário mais comportado.
“A renda continua sendo o principal pilar de retorno dessa classe, sustentada por carteiras de crédito bem estruturadas, com boas garantias e taxas reais ainda atrativas”, acrescenta Borges.
Diante desse cenário, a EQI Research não identifica mudanças estruturais que justifiquem alterações na carteira recomendada de fundos imobiliários. A estratégia segue conservadora, concentrada em fundos de papel e em segmentos tradicionais de tijolo, com exposições táticas adicionais em estratégias multiestratégia e em ativos com estruturas mais complexas, como GARE11 e RBRL11.
“São posições em que enxergamos potencial de retorno superior, ainda que acompanhadas de um nível de risco mais elevado”, conclui Carolina Borges.
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