Após mais de cinco meses do fim das Olimpíadas de Paris, atletas que ganharam bronze nas competições estão pedindo para que suas medalhas sejam trocadas. De acordo com o jornal New York Times, mais de 100 medalhistas contataram o Comitê Olímpico Internacional (COI) dizendo que as medas estão “descascando” e com sinais de desgaste.
As reclamações começaram poucos dias após o encerramento do evento. Nick Itkin, esgrimista americano, compartilhou em suas redes sociais fotos da medalha desgastada. “Não sei o que aconteceu, mas parece que essa medalha passou por muita coisa”, disse o atleta em um post no TikTok.
Medal isn’t looking 100% anymore 😬 #Olympic2024 pic.twitter.com/SLNcERNEZG
— Nick Itkin (@nick_itkin) August 11, 2024
Antes mesmo do esgrimista, Nyjah Huston, skatista, levantou a bola para preocupações sobre o prêmio. Outros atletas, com o passar dos dias, também começaram a reclamar.
O nadador francês, Yohann Ndoye-Brouard, que também ganhou o pódio, fez piada com o estado da medalha de seu país.
😭😭 Paris 1924 pic.twitter.com/WzfoV3ECQt
— Yohann Ndoye Brouard (@yohann_2911) December 28, 2024
Com tamanha visibilidade, a COI se posicionou afirmando que “medalhas defeituosas serão sistematicamente trocadas e terão suas gravuras refeitas de maneira idêntica”.
Olimpíadas de Paris: medalha de plástico?
As medalhas da Olimpíada de Paris foram desenhadas pela Chaumet, renomada marca de joias de luxo pertencente ao grupo LVMH, que também é dono da Louis Vuitton (LVMH).
A produção das medalhas contou com a colaboração da Monnaie de Paris, equivalente à Casa da Moeda da França. Cada medalha levou 15 dias para ser concluída, desde o processo de verniz até a gravação.
Em entrevista ao The New York Times, um projetista da Chaumet revelou que as medalhas de bronze foram as mais desafiadoras de desenvolver, devido ao fato de o bronze ser considerado “um material muito delicado”. Esse foi o único comentário oficial emitido pela marca sobre o assunto.
A Monnaie de Paris, por sua vez, assumiu a responsabilidade pelas questões envolvendo as medalhas e prometeu investigar o caso. De acordo com o jornal francês La Lettre, a instituição foi “surpreendida” pela impossibilidade de utilizar trióxido de cromo no verniz das medalhas, uma vez que a substância foi proibida pela União Europeia em 2017, sete anos antes dos Jogos Olímpicos de Paris.
Seria a decisão do bloco europeu a verdadeira culpada por essas dificuldades?
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