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Equatorial (EQTL3): conheça a holding de energia elétrica

Equatorial (EQTL3): conheça a holding de energia elétrica

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Out 2021 às 19:00 · Última atualização: 30 Out 2021 · 11 min leitura

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30 Out 2021 às 19:00 · 11 min leitura
Última atualização: 30 Out 2021

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial Energia é uma holding com atuação no setor elétrico brasileiro, nos segmentos de distribuição, transmissão, geração e comercialização.

A empresa controla as distribuidoras de energia Equatorial Energia Alagoas, Equatorial Energia Maranhão, Equatorial Energia Pará, Equatorial Energia Piauí e CEEE Equatorial Energia.

Vamos conhecer melhor a companhia?

A criação da Equatorial (EQTL3)

Atualmente, a companhia tem por objeto social a participação no capital social de outras sociedades, consórcios e empreendimentos que atuem no setor de energia elétrica ou em atividades correlatas.

A Equatorial Energia S.A. (anteriormente denominada Brisk Participações S.A.) foi constituída em 16 de junho de 1999 pela PPL Global LLC. Inicialmente, a ideia era participar apenas do leilão de privatização da Companhia Energética do Maranhão (Cemar).

A Cemar foi privatizada em 15 de junho do ano seguinte, no âmbito do Programa Nacional de Desestatização do Governo. Foi arrematada pela companhia.

Após sua privatização, a Cemar foi rebatizada de Equatorial Maranhão. A distribuidora havia sido criada em 1958 com o propósito de distribuir energia elétrica em todo o estado.

A partir de 2001, a Equatorial Maranhão passou a apresentar problemas econômico-financeiros. O que colocou em risco a adequada prestação do serviço público de distribuição. Em 21 de agosto de 2002, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou a intervenção administrativa na empresa por 180 dias, prorrogada até 3 de maio de 2004.

A ANEEL coordenou o processo de alienação do controle acionário da Equatorial Maranhão como parte do processo de reestruturação da mesma. Entre outubro de 2002 e abril de 2004, a GP Investimentos Ltda. negociou com os principais credores da Equatorial Maranhão – incluindo a Eletrobras e Eletronorte – o plano de reestruturação da companhia de distribuição. O que incluía a capitalização e a renegociação de suas dívidas. Esse plano de reestruturação foi aprovado pela agência reguladora em 2 de fevereiro de 2004. Foi implementado em 30 de abril do mesmo ano, quando a GP Investimentos adquiriu o controle da Companhia.

No segundo trimestre de 2005, a GP Investimentos iniciou as negociações com o PCP Latin America Power Fund Ltd., um fundo de private equity pertencente a ex-sócios do Banco Pactual S.A., para investimentos na companhia.

Em 6 de março de 2006, a ANEEL aprovou a implementação do plano de reestruturação societária proposto. Então, permitiu a venda das ações representando 46,25% do capital social total. E ainda de 50% do capital social votante da Companhia para o PCP Latin America Power Fund Ltd.

História pós-IPO

Em 30 de março de 2006, ocorreu a listagem das ações da Companhia na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3). Após a oferta de ações, o free float da empresa alcançou 56,8% do seu capital social total.

Em 5 de novembro de 2007, a Equatorial apresentou ao mercado um plano de reestruturação que contemplava três etapas. A primeira delas estava relacionada à transação entre GP Investimentos e o PCP Latin America Power Fund Ltd., e propunha a transferência ao PCP Latin America Power Fund da totalidade das ações detidas pela GP Investimentos na Equatorial Energia Holdings LLC, que controlava indiretamente a Companhia.

A segunda etapa do plano de reestruturação tratava da incorporação, pela Companhia, da PCP Energia Participações S.A., aprovada em 2008. Com a incorporação, a Companhia passou a deter participação indireta de 13,0% na Light S.A. Isto se deu por meio da RME – Rio Minas Energia Participações S.A. e, através de acordo de acionistas, passou a compartilhar o controle da Light S.A.

Em outubro de 2008, a Equatorial concluiu a aquisição de 25% do controle da Geradora de Energia do Norte S.A.

No ano seguinte, a RME, então holding controladora da Light S.A. foi cindida em três partes. Sendo que fatia das ações da Light S.A. pertencentes à RME foram transferidas à CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais, Andrade Gutierrez Concessões S.A. e Luce Empreendimentos e Participações S.A, todas detentoras, direta ou indiretamente, de participação acionária na RME. A Companhia permaneceu como única acionista da RME, cuja participação na Light S.A. passou a ser de 13,03%.

Ainda em dezembro de 2009, a companhia anunciou que o Fundo de Investimento em Participações PCP (FIP PCP) celebrou contrato com a CEMIG, visando alienar sua participação indireta na Light S.A. Como parte da operação, a Companhia passou por uma cisão parcial em 29 abril de 2010, na qual sua participação na RME foi cindida para uma nova companhia constituída especialmente para este fim, a Redentor Energia S.A.

Em maio de 2011, o FIP PCP alienou sua participação na Redentor Energia para a Parati S.A. (Parati), sociedade detida por CEMIG e Redentor FIP (FIP Redento).

No primeiro semestre de 2015, após duas operações no mercado acionário, as ações em circulação da companhia passaram a ser de 100%. E seu principal acionista passou a ser a Squadra Investimentos, com aproximadamente 15% do capital.

Compra das distribuidoras da Eletrobras

A Equatorial Energia marcou sua história no setor elétrico brasileiro. Isto porque a companhia sagrou-se vencedora no leilão de privatização da então Cepisa, distribuidora de energia do Piauí, que havia sido federalizada e estando sob o controle da Eletrobres. Após a aquisição, a companhia se tornou Equatorial Piauí. A antiga Cepisa foi a primeira distribuidora federalizada que o governo conseguiu vender.

A venda das distribuidoras era um passo fundamental para que a Eletrobras recuperasse sua saúde financeira. Isto porque estava sem conseguir realizar os investimentos necessários nas distribuidoras. Estas vinham registrando prejuízos frequentes e impactando o balanço da estatal.

No fim de 2018, a empresa consolidaria sua posição no Nordeste. Isto porque ela arrematou outra distribuidora que estava com a Eletrobras, a Ceal.

Poucos meses antes, a Equatorial Energia adquiriu, via leilão, os 49% restantes do capital da Integração Transmissora de Energia (Intesa) e passou a ser detentora de 100% do capital social da transmissora.

Em 2021, comprometida com sua agenda de crescimento, em 2021 o grupo avançou no segmento de distribuição com a aquisição de duas distribuidoras. Isto ocorreu no Rio Grande do Sul e no Amapá. Além disso, iniciou um novo capítulo em sua trajetória: a entrada no setor de saneamento, com a aquisição da concessão de saneamento do Amapá.

Em junho de 2021, o Grupo Equatorial através de sua controlada Equatorial Geração Distribuída SPE S.A., adquiriu 100% das quotas da E-Nova Instalação e Manutenção Ltda., que será transformada em sociedade por ações, com a consequente conversão da totalidade das quotas em ações e sua conversão em subsidiária integral. O valor envolvido nesta operação foi de R$ 7,5 milhões.

Cinco focos de atuação

  • Distribuição, através da Equatorial Maranhão, Equatorial Pará, Equatorial Piauí, Equatorial Alagoas e CEEE-D;
  • Transmissão, com 8 projetos 100% concluídos e a Intesa, linha operacional que cruza os Estados do Tocantins e Goiás;
  • Geração Termoelétrica, através da Geramar e Geração Distribuída, através da E-nova;
  • Comercialização, através da Sol Energias;
  • Serviços, através da Equatorial Serviços.

Os principais negócios da empresa

No Maranhão, a Equatorial Energia controla a Equatorial Maranhão. Possui área de atuação de 332 mil km² – cerca de 3,9% do território brasileiro. É a segunda maior sendo a 2ª maior distribuidora do Nordeste do Brasil em termos de área de concessão. Tem ainda 2,4 milhões de clientes, atendendo a cerca de 7 milhões de habitantes – ou 3,37% da população do Brasil.

No Pará, a Equatorial Energia controla a Equatorial Pará desde novembro de 2012. Possui área de atuação de 1.248 mil km², cerca de 14,7% do território brasileiro. A Equatorial Pará possui 2,6 milhões de clientes, atendendo a cerca de 8,2 milhões de habitantes – ou 4,0% da população do Brasil.

Já a Equatorial Piauí possui área de 251 mil km², e possuía 1,2 milhão de consumidores ao final de 2017.

No segmento de transmissão, a Equatorial possui oito projetos de construção e operação de linhas de transmissão e subestações, vencidos em dois leilões. O investimento total estimado pela ANEEL é de R$ 4,6 bilhões. O prazo para o início da operação comercial dos está previsto para o próximo ano.

A Equatorial Energia atua ainda no segmento de geração através da Geramar, da qual detém 25% do controle. A Geramar é a sociedade responsável pela implantação e operação das usinas termelétricas de Tocantinópolis e de Nova Olinda, no município de Miranda do Norte, Estado do Maranhão. As usinas possuem capacidade instalada somada de 332 megawatts (MW).

As usinas foram construídas pelo grupo finlandês Wärtsilä, em regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction). Utilizam como combustível óleo combustível e entraram em operação comercial em janeiro de 2010.

Estratégias da Equatorial

Consolidação de Distribuidoras de Energia no Brasil

A estratégia principal da Equatorial Energia consiste em expandir sua atuação nos segmentos de distribuição, transmissão e geração de energia no Brasil, por meio da aquisição do controle, independente ou compartilhado, de empresas do setor elétrico. O grupo mira aquisições com extrema disciplina financeira, calcado na busca por um nível de retorno que seja condizente com os riscos assumidos no negócio em questão.

Aumento de Eficiência Operacional e Redução de Perdas Comerciais nas Operações da Equatorial Energia

Nos últimos anos, a Equatorial obteve ganhos de produtividade expressivos na Equatorial Maranhão. O grau de eficiência medido pelo número de consumidores por empregado melhorou de 748 em 2003 para 3.304 em 2018.

Esses resultados foram obtidos concomitantemente a uma sensível melhora de serviços da Equatorial Energia com a redução de 69,3% e 71,9%, entre 2006 e 2018, em indicadores de qualidade do fornecimento como frequência anual média de interrupções por consumidor (FEC) e na duração anual média em horas de interrupções por consumidor (DEC), respectivamente.

O nível de perdas comerciais da Equatorial Maranhão foi reduzido de 29,8% ao final de 2006 para 17,2% ao final de 2018. Na Equatorial Pará, adquirida em 2012, foram atingidos resultados semelhantes. O seu nível de DEC e FEC foi melhorado em 76% e 69% desde 2012 a 2018. Em termos de perdas totais, a Equatorial Pará reduziu seu índice de 35% em 2012 para 28,3% ao final de 2018.

Avaliação Seletiva de Alternativas de Investimentos em Transmissão de Energia

Entre o final de 2016 e início de 2017, a Equatorial arrematou os oito lotes de transmissão. Tal movimento foi considerado oportuno e mostrou-se atrativo em função das melhores condições (aumento do retorno oferecido, possibilidade de antecipação de receitas, dilatação do prazo de construção, dentre outros) oferecidas pelo governo para essa janela de leilões.

Outro passo de consolidação em transmissão foi dado com a aquisição da Intesa. A linha de transmissão tem 695 km de extensão, atravessando os Estados do Tocantins e Goiás.

Balanço do 2TRI21

A Equatorial (EQTL3) reportou lucro líquido de R$ 447 milhões no balanço do segundo trimestre de 2021 (2TRI21), alta de 15,4% no ano. O resultado veio abaixo do consenso do mercado, que esperava um lucro de R$ 485 milhões.

O resultado financeiro atingiu R$ 310 milhões negativos contra R$ 66 milhões negativos no 2TRI20.

O volume total de energia distribuída atingiu 5.921 GWh, com crescimento consolidado de 10,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,22 bilhão no balanço do 2TRI21, elevação de 42,7% na comparação ano a ano.

No balanço do 2TRI21, a Equatorial (EQTL3) registrou uma receita operacional líquida (ROL) de R$ 4,27 bilhões, aumento de 22,7% em relação ao 2TRI20.

Composição acionária

A composição acionária da Equatorial é bem pulverizada.

A maior participação está com a Opportunity Asset Administradora de Recursos de Terceiros, que tem 9,66%. Depois vem a Squadra Investimentos, com 9,83%, seguida da Blackrock, com 5,67%.

A companhia tem 1.010.511.085 de ações em circulação no mercado. São 62.078 investidores pessoa física, 2.174 pessoa jurídica e 1.721 investidores institucionais.

Ações da Equatorial (EQTL3)

Desde o início de 2021 as ações da Equatorial (EQTL3) acumulam alta de 1,71%. Assim, saíram de R$ 22,75 no primeiro pregão do ano para R$ 23,14 em 22 de outubro de 2021.

Equatorial

Na máxima histórica, ou seja, desde abril de 2008, a empresa acumula alta de 836%. Os papéis eram cotados a R$ 2,47 em 11 de abril de 2008 contra os atuais R$ 23,14 de 22 de outubro de 2021.

Equatorial

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