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XP prevê que a bolsa brasileira deve atingir os 125 mil pontos em 2019; confira as melhores ações para investir

XP prevê que a bolsa brasileira deve atingir os 125 mil pontos em 2019; confira as melhores ações para investir

O otimismo provocado pela reforma da Previdência deve impulsionar alguns setores da economia brasileira. Veja como fica a bolsa brasileira.

A bolsa brasileira deve chegfar aos 125 mil pontos esta ano. Na última sexta-feira (18), o Ibovespa bateu mais um recorde ao encerrar o dia com um resultado superior a 96.000 pontos. Segundo os analistas da XP Investimentos, esse resultado tem por base alguns fatores como as novidades publicadas recentemente acerca da reforma da Previdência e a também recente trégua nas más notícias oriundas do exterior.

O recém-lançado relatório Year Ahead, da equipe de análise da XP, estima uma valorização para o Ibovespa na casa dos 30% ainda em 2019. Os profissionais apontam que a bolsa é a melhor das classes de ativos existentes no Brasil e que possui potencial para chegar aos 125 mil pontos até o fim deste ano.

Os especialistas também complementam que algumas medidas, como a implantação de uma agenda liberal no Brasil seria capaz de levar a uma paulatina reprecificação dos ativos no país, isso por intermédio de uma reavalização positiva dos lucros, de uma menor percepção do risco e, também, de uma maior alocação para a bolsa brasileira.

A XP trabalha com um cenário-base em que os juros permanecem em 6,5%, pelo menos até o meio do ano, mas que poderá subir para 7,5% ao longo do segundo semestre. A corretora também trabalha com uma inflação controlada (IPCA em 4,25%) e uma alta de 2% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2019. Outro ponto que é considerado é a aprovação da reforma da Previdência.

Apesar de o timing e a abrangência da reforma da Previdência ainda serem fonte de muitas dúvidas, os analistas apontam que há grandes chances de que um cenário otimista se materialize.

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Empresas promissoras na bolsa: estatais, varejistas e outras

A equipe de análise da XP Investimentos elaborou uma lista com os ativos com maior potencial de disparar ao longo de 2019. A lista engloba papeis de empresas de diversos seguimentos como estatais, varejistas, bancos, companhias aéreas, siderúrgicas e, também, uma empresa de aluguel de veículos. A preferência, segundo os analistas da XP, é para as estatais e as empresas cíclicas domésticas que possuem um toque global.

No caso das estatais, as favoritas dos analistas são a Petrobras (PETR3) e o Banco do Brasil (BBAS3). A primeira pode se beneficiar do plano de desinvestimentos e de um potencial aumento de dividendos, já o Banco do Brasil deve continuar realizando suas iniciativas para atingir um aumento de rentabilidade ao longo do novo governo.

Ainda acerca dos bancos, outra que é considerada uma “top pick” nesse mercado é o Bradesco (BBDC4). De acordo com o analista André Martins, o banco pode se beneficiar por conta de uma exposição maior ao varejo, já que está apresentando um rápido crescimento com alta rentabilidade. O especialista também aponta que há espaço para melhorias no que diz respeito à inadimplência.

Entre as varejistas, as principais apostas são a B2W (BTOW3) e a empresa Lojas Americanas (LAME4). Ambas possuem um bom posicionamento no que tange ao crescimento do consumo e das empresas de e-commerce. Além disso, o marketplace favorece as margens para capital de giro, conforme aponta a XP.

Entre as companhias aéreas, a preferida da equipe de análise da XP é a Azul (AZUL4). A escolha tem como base a malha exclusiva da empresa e seu maior poder de precificação, isso junto a tendências sólidas de demanda, além de múltiplos atrativos.

Além das companhias citadas, outras que devem ter seus resultados acelerados ao longo de 2019 são a JBS (JBSS3), a Usiminas (USIM5) a Gerdau (GGBR4) e a Vale (VALE3), ambas fazem parte do portfólio de cíclicos globais.

Ainda segundo a XP, o ano de 2019 deve ser o primeiro de um dos maiores ciclos de dividendos da história da Vale. No caso da JBS, o trigger de uma potencial listagem nos EUA pode impulsionar as ações da companhia.

O que esperar do exterior

Algo que os analistas da XP destacam é o fato de que as projeções citadas acima estão condicionadas a alguns fatores. Um deles é a aprovação da reforma da Previdência, que deve ocorrer em breve. Outro fator de risco é o que vem do ambiente externo, pois pode apresentar volatilidade ao longo de 2019.

O cenário-base utilizado pela XP ainda considera a desaceleração na economia norte-americana, que deve crescer cerca de 2% neste ano. Os analistas esperam que o Banco Central dos EUA (Federal Reserve – FED) não concretize as altas de juros prometidas, pois isso deve ajudar a diminuir a pressão para os países emergentes.

A XP também espera que China e Estados Unidos cheguem a um acordo neste ano e encerrem as disputas comerciais. Uma guerra comercial significaria um custo elevado para ambas as partes. A China possui uma expectativa de crescimento de 6% no seu PIB em 2019.

Fonte da notícia: Portal Infomoney