Os juros futuros com prazos mais curtos e médios recuam nesta quinta-feira (06), após decisão de ontem do Banco Central de reduzir a Taxa Selic de 2,25% a 2% ao ano e sinalizar com a possibilidade de novo ajuste à frente, o que não era esperado.
Perto das 12h30, os contratos de juros futuros com vencimento em 2021 estavam com taxa de 1,860%, frente a 1,945% no fechamento de ontem. Para 2022, a taxa é de 2,610%, ante 2,770%. E para 2023, 3,690%, contra 3,800%.
Os contratos para 2026 a 2029, que no início do dia ainda avançavam, agora também recuam ou ficam perto da estabilidade.
Cortes graduais da Selic
No comunicado onde informou o corte, o Comitê de Política Monetária (Copom) justificou a medida dizendo que a pandemia do Covid-19 continua provocando a maior retração econômica da história depois da Grande Depressão.
O banco entende que o ambiente para as economias emergentes é “desafiador”. E acrescenta que há incerteza sobre o ritmo de crescimento do Brasil – em especial a partir do fim de 2020, quando os efeitos dos auxílios emergenciais devem diminuir.
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O documento afirma ainda que a “conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado”.
O Copom não descarta novos ajustes nos juros básicos. Mas as mudanças, se ocorrerem, serão graduais e dependerão da situação das contas públicas. “Devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno.”
Foi o nono corte seguido da Selic e a decisão foi unânime no colegiado. A próxima reunião ocorre em 15 e 16 de setembro.
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