O Tesouro Nacional pagou, durante o 1º semestre deste ano, R$ 5,48 bilhões em dívidas atrasadas dos Estados, segundo dados divulgados nesta segunda.
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O Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito apontou ainda que o Rio de Janeiro, com R$ 2,04 bilhões, puxa a fila de atrasos.
O segundo lugar pertence a Minas Gerais, que teve R$ 1,93 bilhão pago em dívidas, enquanto o Estado de Goiás, com R$ 553,18 milhões, fechou o “pódio” de compromissos saldados pela União.
Como funciona o Relatório do Tesouro
Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, quando um Estado ou município fica inadimplente em alguma operação de crédito, o Tesouro cobre o buraco, mas retém repasses para a Federação devedora até que a dívida seja quitada – além de cobrar multa e juros.
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O relatório apontou que, somente no último mês de junho, a União quitou R$ 1,26 bilhão de dívidas em atraso de entes subnacionais.
A liderança no período, desta vez, ficou com os mineiros.
Do total pago, R$ 640,96 milhões couberam a Minas Gerais, R$ 564,21 milhões ao estado do Rio, R$ 49,79 milhões ao Rio Grande do Norte e R$ 3,98 milhões ao Maranhão.
Aumento da inadimplência
O coronavírus contribuiu para o aumento da inadimplência dos Estados, segundo o Tesouro.
No primeiro semestre de 2019, apenas Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás tinham problemas de inadimplência.
Já em 2020, entre janeiro e junho, juntaram-se ao trio os estados de Roraima, Piauí, Amapá, Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Paraíba, São Paulo, Tocantins e Maranhão.
Municípios “cobertos”
Se a relação de Estados “cobertos” pela União aumentou, os municípios não ficaram atrás.
O Tesouro cobriu R$ 30,95 milhões de dívidas em atraso de sete prefeituras nos seis primeiros meses de 2020, algo que não havia ocorrido no mesmo período do ano passado.
Em 2016, 2017, 2018 e 2019, o Tesouro cobriu, respectivamente, R$ 2,377 bilhões, R$ 4,059 bilhões, R$ 4,803 bilhões e R$ 8,35 bilhões de dívidas em atraso de estados e municípios.
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