A Taesa (TAEE11) reportou lucro líquido no primeiro trimestre de 2020 de R$ 364,2 milhões, um avanço de 128% frente a igual período de 2019, quando atingiu lucro líquido de R$ 159,6 milhões.
- Acesse o nosso Simulador de Investimentos
O Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) para os três primeiros meses do ano foi de R$ 312,7 milhões, alta de 0,6% sobre a base anual, com R$ 310,9 milhões no primeiro trimestre de 2019.
Já a receita líquida entre janeiro e março de 2020 também apresentou avanço, em 101,7%, passando de R$ 342,2 milhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 690,4 milhões no mesmo período de 2020.
Segundo a companhia, os resultados positivos se devem sobretudo ao aumento das receitas de construção e de correção monetária.
Lucros expressivos
De acordo com o balanço divulgado na quinta-feira (14) após o fechamento do mercado, a alta nos lucros pode ser explicada por:
- Aumento de R$ 128,0 MM na receita de correção monetária em função dos maiores índices macroeconômicos registrados entre os períodos comparados.
- Crescimento da margem de construção em razão dos maiores investimentos nos empreendimentos em construção, afetando positivamente tanto a receita de construção quanto a equivalência patrimonial.
- Impacto do resultado das aquisições recentes de São João, São Pedro, Lagoa Nova (nova denominação de Rialma I) e dos 3 lotes do leilão da Eletrobrás (Brasnorte, Transmineiras e ETAU),além da conclusão dos reforços da Novatrans, totalizando aproximadamente R$ 50 milhões de impacto positivo no lucro líquido.
Resultado financeiro
A despesa financeira líquida da companhia totalizou R$ 134,9 milhões no primeiro trimestre de 2020, avanço de 110,1% sobre o primeiro trimestre de 2019.
Já a despesa financeira líquida regulatória totalizou R$ 134,1 milhões, 111,5% maior na comparação anual.
Entre as linhas do resultado financeiro, cabe destaque para a queda nas receitas financeiras em 18,5%, passando para R$ 13 milhões no primeiro trimestre de 2020.
De acordo com a Taesa, a queda da rentabilidade foi provocada pela crise da Covid-19 que impactou negativamente o mercado de investimentos em março de 2020, ocasionando remarcações negativas nas aplicações.
Posição de caixa e endividamento
No primeiro trimestre de 2020, a dívida bruta da companhia totalizou R$ 5,711 bilhões, 8,5% maior que o trimestre anterior. Já a dívida líquida saltou 42% no trimestre, atingindo R$ 4,03 bilhões.
A Taesa informou ainda que o caixa da companhia para o primeiro trimestre de 2020 ficou em R$ 1,67 milhões, menor em 30,8% na comparação com o trimestre anterior.
A queda foi justificada pela aquisição dos projetos de São João, São Pedro e Lagoa Nova.
Investimentos
Entre janeiro e março de 2020, a Taesa, suas controladas, investidas em conjunto e coligadas, investiram o total de R$ 331,5 milhões contra R$ 82,1 milhões no mesmo período de 2019.
Segundo a companhia, ” o aumento de R$ 249,4 milhões entre os períodos comparados se deve aos maiores investimentos em todos os projetos (exceto Miracema e EDTE), com destaque para Janaúba, Paraguaçu, Aimorés e Ivaí, que registraram em conjunto um aumento de R$ 269,5 milhões entre 1T20 e 1T19.”
Diretoria
A Taesa comunicou ainda que o Diretor Presidente, Jurídico e Regulatório, Raul Lycurgo Leite, e o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Sr. Marcus Pereira Aucélio, deixaram os cargos.
Desta forma, o diretor técnico Marco Antônio Resende Faria, acumulará interinamente os cargos de Diretor Presidente, Jurídico e Regulatório. E Fábio Antunes Fernandes, atual Gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Companhia, assumirá interinamente o cargo de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores.