A semana foi curta, por conta de feriados no Brasil e nos EUA. Por aqui, Brasília roubou a cena desde o dia 7 de setembro e das manifestações pró-governo.
No exterior, seguem no radar o avanço da variante delta e o início do tapering, retirada dos estímulos de US$ 120 bilhões mensais do Federal Reserve – que pode ter novidades na próxima reunião do Fed, que acontece dia 21.
Confira o que mais foi destaque:
Resumo da semana no Brasil
IPCA a 9,68% em 12 meses
O IPCA, indicador oficial de inflação, que teve alta de 0,87% em agosto, acima da projeção de 0,71% do mercado, mas abaixo do 0,96% de julho. Esta é a maior alta para o mês desde 2000.
Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses. Comparativamente, em agosto de 2020, a variação foi de 0,24%.
Em agosto, a gasolina foi o maior impacto no índice. Entenda aqui porque o combustível está tão caro.
Pausa na crise em Brasília
Na quinta-feira (9), depois de uma semana marcada pelas manifestações de 7 de setembro e por muito ruído vindo de Brasília, bolsa e dólar viraram de maneira relâmpago no fim do pregão, após o presidente Jair Bolsonaro divulgar uma nota pedindo harmonia entre os Poderes.
No documento, cuja elaboração teve influência do ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro afirma que “nunca teve nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”.
Vendas no varejo
O volume de vendas do varejo cresceu 1,2% em julho, na comparação com junho. A expectativa do mercado era por alta menor, de 0,7%.
Com isso, o setor atingiu patamar recorde na série histórica, iniciada no ano 2000. O varejo acumula crescimento de 6,6% no ano e de 5,9% nos últimos doze meses. A alta reflete a reabertura da economia com a vacinação.
Resumo da semana no exterior
Livro Bege
O Livro Bege, com dados dos 12 distritos norte-americanos, apontou preocupações com a variante delta e com os gargalos na cadeia de produção, que ameaçam o crescimento dos EUA.
PIB da zona do euro
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 2,2% no segundo trimestre deste ano ante o trimestre anterior. Na comparação anual, o PIB teve expansão de 14,3%.






