As relações entre o Reino Unido e a União Europeia após o Brexit, que configurou a saída dos britânicos do bloco, começaram estremecidas no âmbito comercial.
De acordo com informações publicadas pela AFP nesta terça-feira (4), a pesca e a preocupação com uma possível “concorrência desleal” surgiram como primeiros pontos de discórdia.
O primeiro-ministro Boris Johnson e o negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier, revelaram o que planejam para a futura negociação, que pode começar em março.
“Estamos dispostos a oferecer um acordo comercial muito ambicioso como pilar central desta associação, que inclui tarifas zero”, confirmou Barnier, que deseja manter o acesso dos barcos pesqueiros às águas britânicas.
Boris Johnson, por sua vez, assegurou que o país não fará “concorrência desleal” e se comprometeu a não reduzir as normas europeias.
Por outro lado, o primeiro-ministro britânico avisou que não concorda com o pleno alinhamento às regras europeias como um preço a pagar pelo livre-comércio.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia que representa os 27 países do bloco, viu o posicionamento de Johnson com pessimismo.
De acordo com Leyen, “nada é grátis” e, se Londres deseja ter acesso ao mercado único europeu (“o maior do mundo”, segundo ela), as regras do jogo precisam ser justas.






