O BNDES divulgou neste sábado (22) o nome do consórcio escolhido para estudar a privatização dos Correios.
De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o escolhido foi o Postar, grupo liderado pela empresa Accenture do Brasil.
Estão no grupo também as empresas Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados. O consórcio terá a responsabilidade de apresentar alternativas para a desestatização da empresa, que podem ser acatadas ou não pelo governo.
A Accenture é uma multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing. Trata-se da maior empresa de consultoria do mundo e competidora global no setor de consultoria de tecnologia.
Esse é o primeiro passo para o processo de privatização dos Correios.
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Militares nos Correios e na Telebrás atrasam privatização, diz Salim Mattar
Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização do Governo Bolsonaro e presidente da Localiza Hertz, acredita que a demora na privatização dos Correios está acontecendo por conta do número de militares no governo e na estatal.
Em conversas com colegas, Mattar comentou que muitos cargos na direção e no conselho, tanto do Correios, quanto da Telebrás, são ocupados por militares e estes estão relutantes em perderem seus postos.
Isso porque, se as empresas forem inscritas no Programa Nacional de Desestatização (PND), as nomeações passarão a ser feitas pelo ministro da economia, Paulo Guedes.
No início de agosto, o empresário deixou seu cargo no governo, alegando resistência quanto aos seus planos de privatizações de estatais.
“No governo procura-se defender o Estado, enquanto o correto seria defender o cidadão. Um ente privado como eu desperta muita curiosidade mas pouca receptividade. Se no mundo dos negócios a orientação é mudar para melhorar, no governo é permanecer as coisas como são para manter do jeito que estão.”, disse o ex-secretário na ocasião.
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Funcionários dos Correios em greve
Contra o suateamento e privatização dos Correios, os funcionários da estatal entraram em greve na última segunda-feira (17) por tempo indeterminado.
Na última sexta-feira (21), o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, de forma definitiva, o acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios.
Por conta disso, os funcionários poderão sofrer descontos de até 40% na remuneração de agosto. Mesmo assim, a classe optou por permanecer em greve pela manutenção da empresa nas mãos do estado.
Ainda de acordo com a matéria da Folha sobre Salim Mattar, o empresario teria ficado feliz com a notícia sobre a greve, dizendo que isso aumentaria o apoio popular à privatização da estatal.






