A Pomi Frutas (FRTA3) informou nesta quarta-feira (4), que foi aceito o recurso contra o decreto de falência da empresa e de sua subsidiária, Pomifrai Fruticultura, sentenciado pela 1ª Vara Cível da Comarca de Fraiburgo/SC, em 17 de fevereiro de 2020.
A companhia já havia sinalizado em comunicado anterior que pediria a suspensão da sentença. Então, em 21 de fevereiro deste ano, a Pomi Frutas interpôs o “pedido de atribuição de efeito suspensivo ao recurso, de modo a suspender liminarmente os efeitos da decisão”.
Na última terça-feira (3), a Segunda Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça /SC concedeu efeito suspensivo ao decreto. “A suspensão dos efeitos da falência apresenta-se como medida de precaução para evitar prejuízos irreparáveis às sociedades recuperandas, aos seus trabalhadores, ao Fisco, aos consumidores de seus produtos e mesmos aos próprios credores, os quais aumentarão as chances de receberem seus créditos na hipótese de logro da recuperação”.
A decisão ainda ressaltou que os autos indicam, minimamente, a probabilidade de sucesso das agravantes no soerguimento, com possibilidade de mitigação dos requisitos do ‘cram down’, a recomendar o bloqueio temporário à decretação da falência, ao menos até a apreciação final.
Sobre a Pomi
A companhia foi fundada pelos empresários René e Arnoldo Frey, em 1962, e era chamada Renar Maçãs. Em 2005, a Pomi Frutas abriu capital levantando valores considerados abaixo da média.
O controle da empresa começou a sofrer influência em 2009, quando a companhia juntou operações com a Pomifrai. Três anos depois começou a vender ativos de baixo retorno. Em 2015 houve transição do comando acionário, que passou às mãos do empresário Edgar Safdie.
O novo gestor e os acionistas compraram participação relevante na companhia. Foi quando a empresa passou a se chamar Pomi Frutas.
No ano passado, a assembleia de acionistas aprovou o grupamento de suas ações. Os papéis foram grupos na proporção de 6 para 1, passando de 12 milhões de ações ordinárias, escriturais, sem valor nominal, para 2 milhões.






