Dados publicados nessa sexta-feira (30) pelo IBGE mostram que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro apresentou um crescimento de 0,8% no terceiro semestre de 2018, isso em comparação ao trimestre anterior. Já em relação ao mesmo período de 2017, a alta estimada é de 1,3%. [box type=”info” align=”” class=”” width=””]Esse é o melhor resultado trimestral que o país apresentou até o momento. Muito embora tenha ocorrido uma aceleração na economia entre julho e setembro, estima-se que essa melhora se deva à base fraca de comparação com o trimestre anterior, período que teve o seu resultado bastante impactado pela greve dos caminhoneiros, que ocorreu no fim do mês de maio.[/box] Para Rebeca Palis, gerente da pesquisa, apesar do resultado demonstrar uma melhora no PIB do país, ele ainda está em um mesmo patamar do que foi apurado no primeiro semestre de 2012.
Confira os principais destaques do resultado do PIB brasileiro:
[tie_list type=”checklist”]- Serviços: 0,5% (considerado o melhor resultado apurado desde o segundo trimestre de 2017);
- Indústria: 0,4% (o primeiro resultado positivo de 2018);
- Agropecuária: 0,7%;
- Consumo das famílias: 0,6% (melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2017);
- Consumo do governo: 0,3% (primeira alta após duas quedas consecutivas);
- Investimentos: 6,6% (melhor resultado desde o quarto trimestre de 2009);
- Construção civil: 0,7%;
- Exportação: 6,7%; e
- Importação: 10,2%.
No ano passado, o PIB brasileiro apresentou uma alta de 1,1%, isso após dois anos seguidos em retração. Ao longo do primeiro e segundo trimestres, a alta acumulada foi de 0,2%.[/box] Para este ano, a expectativa do mercado é que a economia do país cresça em 1,39%, segundo dados da última pesquisa Focus, realizada pelo banco central. O resultado está alinhado com o que espera o governo federal, que é um crescimento de 1,4%. Para 2019 espera-se um crescimento de 2,5%.
Consumo e investimentos
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que é medida dos investimentos no país em máquinas, equipamento e pesquisa, contabilizou uma alta de 6,6% em comparação ao resultado apurado no segundo trimestre de 2018. Esse é o melhor resultado do indicador desde o quarto trimestre de 2009, período em que o crescimento atingiu os 7,1%. Na comparação com o terceiro semestre de 2017, a alta do indicador foi de 7,8%. Contudo, percebe-se que a alta nos investimentos foi bastante pontual e influenciada pelo impacto da contabilização de plataformas de petróleo (que deveriam ter sido contabilizadas no resultado do PIB de anos atrás). Se esse fator fosse desconsiderado, a alta nos investimentos seria de apenas 2,7%, no lugar dos 7,8% divulgados pelo IBGE. Crédito da imagem: Reprodução/internet Com relação ao consumo das famílias percebe-se uma manutenção da trajetória de recuperação da economia, pois houve alta de 0,6%, resultado que é considerado o melhor desde o terceiro trimestre de 2017. Esse indicador continua sendo o mais importante motor da recuperação econômica brasileira e é sustentado por uma expansão salarial em meio a um cenário de queda da taxa de desemprego. De acordo com Rebeca Palis, mesmo que o investimento gere um resultado acima da taxa do consumo das famílias, este possui um peso superior em três vezes que o primeiro. O resultado do consumo das famílias gera um peso de mais de 60% na composição do PIB, já o investimento possui um peso inferior à 20%.- Quer investir com mais assertividade? Então, clique aqui e fale com um assessor da EQI Investimentos!
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