Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, estrá fazendo de tudo para que a petros (PTR), a criptomoeda criada pelo governo, se transforme em moeda corrente no país.
Ele já havia decretado, no início do mês, que a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) faturasse o combustível que vende às companhias aéreas em petros. A criptomoeda tem como garantia as reservas de petróleo da Venezuela, mas é vetada e não-reconhecida pelos Estados Unidos. As plataformas de câmbio na Internet a classificam como uma “farsa”.
Agora, Maduro anunciou a reabertura do cassino do Parque Nacional de El Ávila, em Caracas. As apostas poderão ser feitas petrto e, segundo ele, os recursos serão destinados para a saúde e educação: “pode vir apostar, você compra suas petros com yuan (moeda chinesa), iene (moeda japonesa), dólares, euros ou qualquer outra criptomoeda”.
Novo mundo
“A Venezuela está criando um novo mundo”, disse Maduro. “Estamos dando exemplo de como deve ser a criptoeconomia do século 21, com nossa petro”. A utilização dela deve aumentar para outros setores.
Os jogos de azar na Venezuela haviam sido proibidos em 2011, pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez. Alterar a proibição foi mais uma forma do país tentar escapar da imensa crise política, social e, principalmente, econômica que enfrenta.
Para os serviços públicos locais já são aceitas petros.
A tentativa de difundir a criptomoeda, entretanto, pode encontrar dificuldades nos próprios problemas internos do país, que enfrenta desabastecimento. Poucos estabelecimentos comerciais aceitam a petros, o que a torna desprezível para uso cotidiano.
A petro foi criada em 2017 e valia, inicialmente, um barril de petróleo (US$ 60), na cotação da época. Atualmente, a petro, assim como o barril de petróleo venezuelano, por conta do embargo econômico importo pelo governo norte-americano, é cotada em euros no mercado internacional e custa entre €$53 e €$59 (cerca de R$265).






