Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram abaixo da projeção do mercado esta semana. Ficaram em 1,186 milhão, enquanto a expectativa era por 1,434 milhão.
Com o resultado, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Departamento de Trabalho norte-americano, o indicador retoma sua trajetória de queda, iniciada desde o recorde de 28 de março, quando as reivindicações chegaram a 6,86 milhões.
Há duas semanas, houve novo aumento nos pedidos, seguido por queda na semana passada, quando foram feitos 1,435 milhão de novos pedidos (revisados dos 1,422 milhão anunciados anteriormente). E, agora, nova queda.
A média móvel de quatro semanas foi de 1,337 milhão de pedidos, uma redução de 31 mil em relação à média revisada da semana anterior.

Reprodução/BEA
Mais de 1 milhão de pedidos de seguro-desemprego há 20 semanas
O resultado de hoje marca a sétima semana consecutiva em que os novos pedidos ficam abaixo de 1,5 milhão desde o início da crise do coronavírus. No entanto, é a vigésima semana em que ficam acima de 1 milhão.
Antes desta crise, o recorde nos pedidos de seguro-desemprego tinha ocorrido em 1982, com 650 mil reivindicações.
Payroll sai amanhã
Na sexta-feira (7) sai o resultado oficial de emprego dos EUA, que é o payroll, folha de pagamento não agrícola do país.
No último resultado o payroll revelou a criação de 4,8 milhões de vagas em junho. O resultado veio bem acima do esperado pelo mercado, que era de 3 milhões.
Para amanhã, é aguardada a criação 1,5 milhão de vagas, segundo a Bloomberg.
Ontem (5), o Relatório Nacional de Emprego dos Estados Unidos, considerado uma prévia do payroll e calculado pelo ADP Research Institute e pela Moody’s Analytics, apontou a criação de 167 mil novos postos de trabalho nos EUA em julho, ante 4,314 milhões de junho (ajustado de 2,369 milhões anunciados anteriormente). A projeção do mercado era bem mais alta, por 1,5 milhão de vagas.
Seguro-desemprego em discussão no Congresso
No novo pacote de auxílio emergencial discutido pelos congressistas americanos, a questão do pagamento do seguro-desemprego é crucial. O benefício foi pago até o final do mês de julho. Mas sua renovação ainda é incerta, apesar do avanço do coronavírus nos EUA.
Na proposta dos republicanos, o auxílio prossegue até setembro, mas com redução de US$ 600 para US$ 200 semanais. Depois, o benefício viria por um novo sistema. Os beneficiários receberiam 70% de seus salários mensais anteriores, em parcelas semanais de até US$ 500. Os democratas querem que os US$ 600 por semana continuem inalterados até o final do ano.
A Casa Branca já sinalizou que, se democratas e republicanos não chegarem a um acordo até amanhã, o governo de Donald Trump tomará medidas por decreto presidencial, com extensão do auxílio desemprego até dezembro, mas no valor de US$ 400 semanais.






