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Paulo Guedes afirma que retomada da economia será em “V”

Paulo Guedes afirma que retomada da economia será em “V”

O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que o resultado do PIB do segundo trimestre é “um som do passado” e os números mostram uma retomada em “V”

O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou nesta terça-feira (01) que o resultado do PIB do segundo trimestre reflete “o raio” que caiu sobre o país em abril, e que os números representam “um som do passado”.

Na opinião do ministro, o Brasil está começando a crescer e os dados mais recentes mostram que a retomada da economia pode ser em “V”, em referência a uma possível recuperação rápida dos indicadores.

Hoje o IBGE divulgou que o PIB do período de abril a junho teve uma retração recorde de 9,7%, a pior da série histórica, que começou em 1996. Foi o segundo recuo seguido, o que representa que o país está em recessão. O cálculo abrange também o período mais agudo da paralisação da economia e do distanciamento social.

“Mais importante do que o resultado do PIB do 2º trimestre é observar que abril foi o piso e já há uma retomada em V”, disse.

Estimativas

Guedes também afirmou, em audiência no Congresso pela manhã, que as estimativas dos economistas para o PIB em 2020 estão entre 4% e 5%, bem abaixo do que se previa no começo da crise, por volta de 10%, e quase a metade do registrado no segundo trimestre.

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Ele acredita que o desempenho da economia neste ano pode até surpreender, caso o país consiga avançar com as reformas.

Despesas transitórias

Além do Marco Legal do Saneamento já aprovado, o ministro mencionou o marco regulatório de gás natural, que pode ser analisado ainda essa semana na Câmara, a reforma tributária e a administrativa. Esta última pode ser enviada ao Congresso ainda essa semana, conforme anunciou o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira.

Reforçando a preocupação com a questão fiscal, o ministro destacou que as despesas transitórias geradas pelo Covid-19 não podem ser transformadas em permanentes, citando o reajuste dos servidores.

Guedes participou mais cedo também do anúncio do presidente Jair Bolsonaro de prorrogação até dezembro do auxílio emergencial. Serão mais quatro parcelas de R$ 300 a trabalhadores informais, desempregados e beneficiários do Bolsa Família, que irão gerar um custo de R$ 90 bilhões ao caixa do governo.

Desde abril, o valor do auxílio, criado como forma de enfrentamento da crise gerada pela pandemia, era de R$ 600. Para alterá-lo, o governo vai editar uma medida provisória. Até agora, o desembolso do governo com o auxílio foi de R$ 254,4 bilhões.

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Segundo o ministro, a prorrogação dará tempo para o governo aprofundar os estudos para a criação do Renda Brasil, um programa de renda mínima permanente, que deve consolidar mais de 20 programas sociais.

De acordo com informações da Agência Brasil, Guedes disse que o presidente decidiu suspender o anúncio da medida para estudá-la porque achava que, para bancar a iniciativa, seria usado dinheiro do abono salarial, que é da faixa de um a dois salários mínimos, para transferir ‘para os mais pobres ainda’. Guedes teria respondido que vão ‘pegar também dinheiro do andar de cima e do andar do lado’.

Ele acrescentou que o programa reduzirá a desigualdade social, enquanto a desoneração da folha de pagamento ajudará a criar empregos.