Com o medo presente nas bolsas de valores mundiais os investidores buscam segurança e encontram num antigo ativo financeiro: o ouro
Desde crianças aprendemos em desenhos animados e livros infantis que ouro representa riqueza. As histórias de tesouros e filmes em que o metal era protegido por um enorme esquema de segurança já nos davam a entender que devíamos realmente valorizá-lo. Mas você sabe como funciona esse mercado?
O ouro é classificado como um dos ativos financeiros mais seguros do mundo todo. Além de ser algo tangível, existem economias que lastreiam a sua reserva monetária nele. No mercado de investimentos ele é utilizado como um refúgio em tempos de insegurança. Ademais, em períodos em que a inflação está descontrolada ele desponta como uma reserva segura.
A valorização do ouro
Nos últimos três meses a cotação do lote padrão de ouro fino (OZ1D) saltou de R$146,00 para R$219,00- entre 28 de maio e 28 de agosto-enquanto a Ibovespa estacionou nos 17% positivos. Isso se dá pela busca de uma base sólida na incerteza que circunda o mercado. A guerra comercial travada entre China e Estados Unidos derrubou as bolsas de valores ao redor do globo, fazendo com que investidores retirassem seu dinheiro de países emergentes como o Brasil, por medo de uma recessão mundial.
No passado, a cotação do ouro atingiu o pico em momentos de crise e inseguranças globais, como a crise de 2008 nos Estados Unidos, as ameaças de ataques nuclear da Coreia do Norte e as investigações sobre influência russa nas eleições americanas. Em 2015 também ocorreu a valorização com o desaquecimento da economia chinesa e também com a crise grega.
Faz sentido investir em ouro?
Optar pelo investimento no metal precioso pode ser aliada à uma estratégia de diversificação da carteira. É pertinente lembrar que, o ouro não está tão exposto às oscilações do cenário econômico como outros ativos,ou seja, não faz sentido adicioná-lo à carteira a não ser que ela em si esteja exposta. Deve-se usar o metal como hedge, sendo interessante analisar antes a possibilidade de investir em dólar, dada a maior liquidez da moeda americana.
A cotação no Brasil costuma seguir o valor praticado nos contratos negociados em Nova York, atrelado a variação cambial. Tendo isso em vista, quando o real valoriza em relação ao dólar, parte da valorização do ouro é prejudicada pela variação do câmbio.
Como investir no metal precioso?
Existem diversas formas de adquirir ouro, sendo a mais fácil através da BM&F Bovespa. Através de uma corretora, você pode adquirir lotes de 250, 10, e 0,225 gramas. Deste modo, naturalmente, você passa a ser titular de contratos de ouro, e não do metal fisicamente. Outra forma é comprar diretamente de distribuidoras ou instituições. Para isso, deve-se comprovar a renda em compras acima de R$10.000,00, além de um minucioso cadastro. Em posse do ouro, ele deve ser custodiado em um banco, sendo pagas taxas mensais para mantê-lo seguro. Comprado físico e observado o risco, ele pode ser custodiado em casa.
Ainda através de uma corretora, o investidor pode buscar Fundos de Investimento que tenham o ouro como um dos ativos. Estes fundos podem ter tanto uma gestão ativa como uma passiva. A primeira a busca pela compra e venda em momentos que gerem lucro e, no segundo modelo a simples compra do ativo e o acompanhamento da variação.
Pode-se também adquirir ouro através de joias e objetos que possuam o metal. Há também o mercado secundário, representado pelos vendedores ambulantes nas grandes cidades. Neste caso, deve-se observar a possibilidade de veracidade do metal comprado e a sua procedência, cabendo todo o risco ao investidor.
Caso o ganho com o ouro não ultrapasse R$20.000,00 em um mês o Imposto de Renda é isento. Sendo maior que o valor, a alíquota é fixada em 15%.
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