Em tempos de pandemia mundial, o mundo precisou se reinventar. Tanto os profissionais quanto as empresas de grande, pequeno e médio porte se viram na obrigação de repensar a responsabilidade social.
Cada vez mais, as pessoas estão refletindo sobre o seu impacto na natureza e na sociedade e avaliando antes de apostar, comprar ou consumir uma marca ou mesmo um produto.
Diante deste cenário, ações com foco e direcionadas à sustentabilidade vêm ganhando adeptos e cada vez mais projetos. O mercado de investimentos, claro, também está inserido nesta transformação.
Se você quer entender mais sobre o assunto, leia este artigo.
Aproveite e faça sua inscrição na quinta edição da Money Week, evento online e gratuito da EQI Investimentos, que acontece entre 25 e 29 de outubro, e terá painéis e convidados sobre o tema. Clique aqui para se cadastrar!
ESG e o mundos dos investimentos
Para o investidor que se identifica com essa mentalidade (ainda considerada nova no Brasil, mas já praticada há muito lá fora), o foco deve ser a busca por investimentos sustentáveis e lucrativos.
Uma opção é investir em empresas que atendam às premissas da sigla ESG. Entenda:
- E de environmental (meio ambiente): foco na redução de exploração de matérias-primas ou eliminação de poluentes, desenvolvimento de políticas de proteção, investimentos no cuidado com a natureza.
- S de social: preocupação com segurança do trabalho, remuneração adequada para os profissionais, atenção ao bem-estar profissional, entre outras exigências.
- G de governança: transparência na apresentação de informações, gestão qualificada, diversidade e representatividade no conselho administrativo.
O ideal é que as empresas tenham altos níveis nos três critérios, pois isso indica elevada aderência à sustentabilidade. No entanto, também pode ser comum observar um potencial específico em um dos pontos.
Fundos ESG
Mas como saber quais empresas atendem adequadamente a essas premissas?
Um bom ponto de partida é analisar os fundos ESG, também chamados de “fundos verdes.
Os fundos ESG são opções que aportam os recursos de vários investidores (os cotistas) em investimentos sustentáveis. Há diversas opções disponíveis — no Brasil, os ETFs são mais comuns.
Assim, o objetivo costuma ser o de investir em ações de empresas com base nas premissas citadas acima.
Como a empresa pode ser ESG?
Para que o investimento sustentável gere lucro, é primeiro preciso que as corporações desmistifiquem a ideia de que um Sistema de Gestão Ambiental é um gasto desnecessário.
É preciso entender que trata-se de um investimento e que vai resultar em um retorno tanto financeiro quanto de imagem e credibilidade.
Para as empresas, os processos precisam ser muito bem desenhados e cases de sucesso de empresas concorrentes podem ser inspiradores.
Sustentabilidade não é ‘modinha’, diz especialista
Segundo a líder de sustentabilidade da consultoria Grant Thornton Brasil, Meire de Fatima Ferreira, este movimento não é uma “modinha”, como ele afirmou em entrevista ao Euqueroinvestir.com.
“O desenvolvimento sustentável é um tema que vem evoluindo desde a Eco 92. No meio empresarial, vem ganhando espaço desde a década de 2000”, afirma ela, que completa que a mudança da mentalidade de alguns empreendedores é uma questão de princípios ou de sobrevivência mesmo. “Apostar em ESG não é abrir mão de resultados, mas sim perenizar retornos”, explica a especialista.






