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Bolsonaro defende teto dos gastos, após baixas na equipe econômica

Bolsonaro defende teto dos gastos, após baixas na equipe econômica

O presidente Jair Bolsonaro publicou uma mensagem no Facebook nesta quarta-feira (12) em que defendeu as privatizações e o teto dos gastos.

O presidente Jair Bolsonaro publicou uma mensagem no Facebook nesta quarta-feira (12) em que defendeu as privatizações e o teto dos gastos.

Na postagem, Bolsonaro afirmou que o estado está inchado e deve se desfazer de suas empresas deficitárias. Criticou entraves burocráticos e disse considerar normal que, diante de um orçamento cada vez mais curto, os ministros busquem recursos para obras essenciais.

Ele tentou também minimizar a demissão de integrantes da equipe econômica e afirmou que “em todo o governo, é normal a saída de alguns para algo que melhor atenda suas justas ambições pessoais”.

Acrescentou que o “norte” do governo continua sendo a responsabilidade fiscal e o teto dos gastos e que “o presidente e seus ministros continuam unidos”.

A manifestação ocorre no dia seguinte ao anúncio de demissão de mais dois importantes colaboradores do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Baixas

O secretário especial de Desestatização, Salim Matar, e o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, anunciaram a saída na noite de ontem.

Segundo o ministro Paulo Guedes, que admitiu uma “debandada” de seus auxiliares, os motivos seriam a insatisfação com o ritmo das privatizações de estatais e a falta de andamento da reforma administrativa.

As demissões trouxeram de volta as especulações sobre a permanência do próprio ministro, que, junto com sua equipe, está em queda de braço com o Congresso e com setores do próprio governo que tentam aprovar medidas para romper o teto dos gastos públicos.

 

bolsonaro facebook

Teto dos gastos

A medida, que condiciona o crescimento das despesas do governo com a inflação, foi um dos principais atos de controle fiscal aprovados no país, em 2016, logo depois que o presidente Michel Temer assumiu.

Porém, com o argumento que o governo precisa fazer frente à pandemia do Covid-19, as pressões para mudar as regras se avolumam.

Ontem, Guedes fez firme defesa do teto dos gastos e disse que quem quer rompê-lo está levando o presidente para a “zona do impeachment”.

Liberais

Salim Mattar saiu por insatisfação com o ritmo lento das privatizações, que poderiam representar um acréscimo importante à receita no governo. Já Paulo Uebel considerou como gota d’água a decisão ontem do presidente Jair Bolsonaro de só encaminhar em 2021 a reforma administrativa – outra medida que tinha potencial de reduzir despesas.

Mattar afirmou, nessa manhã, em entrevista à Globo News, que teve apoio de Guedes e Bolsonaro enquanto esteve no cargo, mas que o processo de desestatização é lento, e citou como exemplo a necessidade de ter anuência de 15 instituições para as vendas. Também falou sobre a falta de vontade política. “Liberais no governo cabem em um micro-ônibus”, afirmou.