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IRB (IRBR3), prévia da inflação e PIB dos EUA agitam a semana

IRB (IRBR3), prévia da inflação e PIB dos EUA agitam a semana

A última semana de agosto reserva a divulgação de indicadores expressivos para se avaliar o comportamento da economia do país.

A última semana de agosto reserva a divulgação de indicadores expressivos para se avaliar o comportamento da economia do país.

Serão anunciados o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, e o IGP-M de agosto.

No setor corporativo a safra de balanços do segundo trimestre está perto do final. IRB (IRBR3),  Qualicorp (QUAL3), Yduqs (YDUQ3), EDP (ENBR3), Marisa (AMAR3) e Vivara (VIVA3) soltarão seus resultados.

Na agenda externa destaque para os números fechados do PIB dos EUA e Alemanha no segundo trimestre.

Bolsa de valores

Após quase duas semanas em queda, a bolsa de valores fechou a semana com recuo de 0,05% na sexta-feira (21).

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O resultado deu ao Ibovespa leve valorização de 0,17% – contra quedas de 1,38% na semana encerrada em 14 de agosto e 0,13% sete dias antes.

No mês, o acumulado continua negativo, em 1,35%. No ano a bolsa registra perdas de 12,21%.

A semana que terminou na sexta (21) foi atribulada, sob impacto de notícias de Brasília, entre as quais a votação do veto ao reajuste dos servidores na Câmara dos Deputados, e a discussão do teto de gastos do governo federal — debate que deve prosseguir.

100 mil pontos

A B3 chegou a operar abaixo dos 100 mil pontos, mas se recuperou.

O clima de incertezas persiste na próxima semana.

No horizonte dos investidores há desde a expectativa de acordo entre republicanos e democratas para outro pacote americano de estímulo até os números da pandemia do novo coronavírus — ainda altos, no Brasil e EUA, com avanço em alguns países europeus.

Desse quadro depende a recuperação econômica, ainda sob os efeitos da crise sanitária.

A semana terá ainda convenções para oficializar a candidatura de Donald Trump à eleição presidencial – após a nomeação do rival democrata Joe Biden em eventos online.

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IRB mostra seu desempenho no 2TRI

A partir de segunda, os investidores estarão com radar apontados para os balanços do segundo trimestre. A temporada está perto de acabar, mas grandes empresas ainda anunciam resultados.

Um dos mais esperados é o da IRB, que sai na próxima sexta (28), após o fechamento.

A empresa passa por um 2020 turbulento. Muitos analistas e investidores consideram que a companhia está em baixa — após um roteiro que nos últimos meses incluiu polêmicas e escândalos.

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As ações da IRB desabaram aterradores 80% entre janeiro e agosto. Muitos investidores,porém, apostam na nova gestão da empresa, que promete mais transparência.

Em julho, analistas disseram que a IRB não perdeu vantagens competitivas.

No último balanço, o lucro líquido totalizou R$ 13,8 milhões, um desempenho 92% inferior ao reportado no mesmo período de 2019.

QUAL3 e YDUQ3

Outros resultados aguardados são os da Qualicorp e Yduqs e EDP.

A Qualicorp vem de um julho conturbado. A empresa aprovou a criação de um comitê para apurar os fatos que levaram à operação na sede da companhia feita pela Polícia Federal.

A ação fez parte de investigações sobre caixa 2 na eleição de 2014 do senador José Serra (PSDB), envolvendo o fundador e ex-presidente da Qualicorp, José Seripieri Filho.

A empresa, que divulga resultados na terça (25),  se mantém firme: no último dia 21, informou que fechou nova parceira comercial com a Notre Dame Intermédica (GNDI3).

No primeiro trimestre, a Qualicorp informou um lucro líquido de R$ 70,7 milhões no primeiro trimestre, desempenho 27,1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Já a Yduqs, gigante do ensino superior, registrou um lucro líquido de R$ 167,9 milhões no primeiro trimestre de 2019, uma redução de 30,3% em comparação com o mesmo período de 2019.

Outros destaques serão os resultados de EDP (que divulga o balanço na sexta), Marisa (na segunda) e Vivara (na quarta).

Prévia da inflação

A agenda semanal conta ainda com o anúncio, na terça (25), do IPCA-15, prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação no país.

O IPCA-15 registou variação mensal de 0,30% em julho, abaixo do projetado de 0,51%.

A variação anual é de 2,13%, também abaixo da expectativa de 2,36%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sexta (28) será dia do IGP-M. O Índice Geral de Preços – Mercado, que ajusta os aluguéis, subiu 2,23% em julho, acima da projeção de 2,14%.

O resultado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas, é superior à  apuração de junho, quando tinha registrado taxa de 1,56%. Em maio, a leitura foi de 0,28%.

Agenda no exterior tem PIB dos EUA e da Alemanha

Outro ponto de atenção será a divulgação do PIB dos EUA, que sai na próxima quinta (27). O resultado do segundo trimestre mostrará ou não sinais de retomada da economia americana.

O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre dos EUA veio em linha com o aguardado pelo mercado: recuo de 5%. A leitura do trimestre anterior foi de 2,1%.

Foi o pior resultado para o PIB americano desde a crise de 2008. E marca ainda a primeira queda do PIB desde o primeiro trimestre de 2014, quando registrou -1,1%.

A informação foi divulgada pelo Bureau of Economic Analysis, do Departamento do Comércio dos EUA.

De acordo com o relatório, o declínio do PIB no trimestre se explica pelas medidas de contenção ao coronavírus.

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A Alemanha também divulgará seu PIB. O índice será anunciado na terça.

O país apurou queda de 2,2% no Produto Interno Bruto do primeiro trimestre, segundo o Destatis, escritório oficial alemão de estatísticas. E veio alinhado com o que aguardava o mercado.

Com isto, o país entrou oficialmente em recessão. A definição técnica para recessão é um período de dois trimestres consecutivos de queda no PIB. No último trimestre, a queda foi de 0,1%.

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