O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE e considerado uma prévia da inflação, teve alta de 0,44% em maio, com recuo em relação aos 0,60% de abril, Também ficou abaixo da projeção de 0,51% do mercado.
No ano, o indicador acumula alta de 3,27% e, nos últimos 12 meses, variação de 7,27%. Comparativamente, em maio de 2020, a taxa era negativa em 0,59%.
Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em maio. O maior impacto veio de Saúde e cuidados pessoais (1,23%), que acelerou em relação a abril (0,44%).
Os grupos Habitação (0,79%) e Alimentação e bebidas (0,48%) também tiveram variações superiores às de abril (0,45% e 0,36%, respectivamente).
Já a maior variação ficou com Vestuário (1,42%) e a menor, com os Transportes (-0,23%), único grupo a recuar em maio. Os demais grupos ficaram entre o 0,03% de Comunicação e o 0,89% dos Artigos de Residência.
IPCA-15: preços dos remédios puxam alta
O resultado de Saúde e cuidados pessoais (1,23%) foi influenciado pela alta nos preços dos produtos farmacêuticos (2,98%), com o reajuste de 10,08% nos medicamentos a partir de 1º de abril.
Em Habitação (0,79%), a alta da energia elétrica (2,31%) foi o maior impacto individual no índice do mês. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos, depois de quatro meses seguidos da bandeira amarela, cujo acréscimo é menor, de R$ 1,343.
Além disso, houve aumentos nas contas de luz de Fortaleza (8,27%) e Salvador (5,83%), onde houve reajustes de 7,74% e 7,47%, respectivamente, e no Recife (5,40%), com reajuste de 7,86%.
A aceleração do grupo Alimentação e bebidas (0,48%) ocorreu, principalmente, por conta da alimentação no domicílio, que passou de 0,19% em abril para 0,50% em maio. Entre as maiores altas destacam-se as carnes (1,77%), que acumulam alta de 35,68% nos últimos 12 meses, e o tomate (7,24%), que havia recuado 3,48% no mês anterior.
Nos índices regionais, a única área com variação negativa foi Brasília (-0,18%), onde pesaram as quedas nos preços das passagens aéreas (-37,10%), da gasolina (-1,42%) e das frutas (-10,03%). O maior índice foi observado em Fortaleza (1,08%), por conta das altas da energia elétrica (8,27%) e dos produtos farmacêuticos (3,51%).
Como é calculado o IPCA-15
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA. A diferença entre os dois é o período da coleta de dados – de 15 dias ou um mês, respectivamente – e a abrangência geográfica.
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.






