O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, avançou 2,34% na segunda prévia de agosto, ante 1,46% dos dez primeiros dias de agosto.
No mês de julho, o IGP-M variou 2,02%. No acumulado de 12 meses até agosto, a alta é de 12,58%.
André Braz, coordenador da pesquisa, afirma que os resultados apontam alta em decorrência dos preços aos produtor (IPA), com destaque para alta de commodities, como o minério de ferro (9,24%), além de efeitos sazonais sobre o preço do leite (12,40%) e aumento do preço dos combustíveis.
O IGP-M é composto por três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
IGP-M: preços ao produtor
Apontado como grande responsável pela alta na segunda leitura de agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,15%, ante 2,72% no mesmo período de julho. Os preços dos Bens Finais passaram de 0,54% em julho para 0,96% em agosto. Destaque para alimentos in natura, cuja taxa passou de -13,89% para -5,02%.
Os Bens Intermediários subiram 2,67% no segundo decêndio de agosto, ante 1,99% no mesmo período de julho. O destaque ficou com materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,03% para 2,27%.
As Matérias-Primas Brutas foram de 5,52% no segundo decêndio de julho para 5,60% em igual período de agosto.
Destaque para o Minério de ferro, que foi de 7,98% para 9,24%. Milho em grão, de 0,32% para 4,33%. E café em grão, de -2,29% para 8,81%. Em sentido oposto, destacam-se os itens soja em grão (8,03% para 4,73%), bovinos (8,17% para 3,25%) e aves (8,48% para 2,38%).
IGP-M: preços ao consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,41%, após subir 0,49% no mesmo período de julho. Teve queda o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,54% para -0,73%). Destaque para passagem aérea, que foi de 15,96% para -5,47%.
Também tiveram decréscimos Transportes (1,47% para 0,92%), Vestuário (-0,39% para -0,50%) e Comunicação (0,41% para 0,38%). As maiores influências partiram de gasolina (4,60% para 2,93%), roupas (-0,42% para -0,58%) e tarifa de telefone móvel (0,19% para 0,00%).
Registraram Alimentação (0,01% para 0,50%) e Despesas Diversas (0,18% para 0,43%). Também Saúde e Cuidados Pessoais (0,43% para 0,54%) e Habitação (0,39% para 0,47%).
Custos da construção
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,96%. No mês anterior, o índice havia variado 0,64%. Materiais e Equipamentos variou de 0,71% para 1,49%. Serviços, de 0,04% para 0,22%. E Mão de Obra, de 0,70% para 0,73%.






