O Ibovespa opera em alta de 0,47%, aos 119.333 pontos, perto das 13h33, nesta quarta-feira (1).
O Ibovespa tem dificuldade em definir uma direção na sessão de hoje. As razões são as de sempre: preocupações com a inflação, crise hidrica e o aumento das contas de luz, assim como as questões ligadas ao fiscal no Brasil. Entretanto, o índice puxa para cima com exterior positivo. A alta só não chegou a acelerar por conta de dados fracos da economia da China.
O que mais mexe no Ibovespa
Divulgado hoje, o PIB brasileiro recuou 0,1% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. O resultado veio abaixo da projeção do mercado, que era por crescimento de 0,2%. Ante o segundo trimestre de 2020, no entanto, o crescimento é de 12,4%.
Os serviços avançaram 0,7%, com a retomada pós-vacinação. Já agropecuária e indústria recuaram (2,8% e 0,2%, respectivamente).
Outro tema que rouba a atenção do mercado é a inflação, que será ainda mais impactada depois de o governo federal anunciar a criação de uma taxa extra na conta de luz, em decorrência da crise hídrica.
Batizada de “bandeira escassez hídrica”, ela vigora a partir de hoje e elevará o valor da taxa adicional cobrada nas conta de luz de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora para R$ 14,20. Até 30 de abril, a conta ficará 6,78% mais cara para consumidores residenciais e pequenas indústrias.
A nova bandeira é 49,63% mais cara do que a bandeira vermelha nível 2, até então em vigor. E, pelas projeções, deve aproximar o IPCA de 8% até dezembro – bem distante do teto da meta de 5,25%.
Ontem, o governo encaminhou ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022. Ainda seguem sem solução, no entanto, a questão dos precatórios (que somam R$ 89,1 bilhões de despesas previstas) e o aumento do Auxílio Brasil (pelo texto apresentado do PLOA, ele terá o mesmo nível de recursos do Bolsa Família).
Exterior
O destaque internacional do dia são as leituras do PMI Industrial, Índice dos Gerentes de Compras. Na China, o indicador surpreendeu negativamente, ao cair de 50,3 para 49,2 pontos.
Vale lembrar que, para o PMI, leituras abaixo de 50 indicam retração da atividade. Foi a primeira piora nas condições de negócios desde abril de 2020 e o nível mais baixo em um ano e meio.
Na zona do euro, o PMI industrial foi de 62,8 para 61,4 pontos. A projeção era por 61,5. No Reino Unido, leitura positiva: de 60,4 para 60,3 de julho para agosto, quando a projeção era 60,1.
O dado mais aguardado da semana continua sendo o payroll, que sai na sexta (3), com dados sobre o mercado de trabalho americano, o que é fundamental para a política monetária do Federal Reserve (Fed), que está em vias de anunciar uma retirada de estímulos. A expectativa é de que tenham sido criadas 750 mil vagas e a taxa de desemprego tenha caído para 5,2% (de 5,4%). Hoje, foi divulgada a pesquisa ADP, prévia do payroll, que decepcionou ao apontar a criação de 374 mil vagas, quando se esperava 613 mil.
O minério de ferro segue em queda, repercutindo dados ruins da China e controle estatal sobre os preços.
Ibovespa: ações
As ações da Americanas (AMER3) são destaque na sessão desta quarta no Ibovespa. Por volta das 13h33, os papéis da companhia sobem 4,50%.
A segunda empresa com a maior alta da bolsa é a Marfrig (MRFG3). Esta tem crescimento de 4,44%. Em seguida segue a Lojas Americanas (LAME4), que possui alta de 4,19%.
Em seguida, surge BRF (BRFS3), que sobe 3,80%.
Por fim, entre as altas, vem Eletrobras (ELET6), com variação positiva de 3,71%.
Dólar
O dólar tem alta de 0,32%, a R$ 5,1657, por volta das 13h33.
A moeda zerou a queda iniciada pela manhã e passou a operar em leve alta. Com resultados fracos do PIB doméstico e incertezas fiscais, o dólar acabou oscilando. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Netos, falou hoje que o mercado tem sido mais volátil em suas previsões e que deverá revisar para baixo suas projeções para a economia neste ano.






