Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram novamente acima de mil nesta semana. Ficaram em 1,106 milhão, quando a projeção era de 925 mil reivindicações. Na semana passada, o montante foi de 971 mil, revisados de 963 mil anunciados anteriormente.
Até a semana passada, quando foi registrada a primeira leitura abaixo de 1 milhão desde o início da crise do coronavírus, foram 20 semanas seguidas de pedidos acima deste montante.
A semana mais crítica foi a de 28 de março, quando as reivindicações atingiram o recorde de 6,86 milhões. Antes desta crise, o teto nos pedidos de seguro-desemprego tinha ocorrido em 1982, com 650 mil reivindicações.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20), pelo Bureau of Labor Statistic (BLS), do Departamento de Trabalho americano.

Reprodução/Departamento de Trabalho
Seguro-desemprego segue em discussão no Congresso
Democratas e republicanos ainda seguem sem uma definição quanto ao pacote de auxílio financeiro à população na pandemia. Os interesses eleitorais atrapalham as negociações, já que a eleição para a presidência acontece em novembro.
O benefício de US$ 600 semanais foi pago até o final do mês de julho. Mas sua renovação ainda é polêmica.
Na proposta dos republicanos, o auxílio iria até setembro, mas com redução de US$ 600 para US$ 200 semanais. Depois, o benefício viria por um novo sistema. Os beneficiários receberiam 70% de seus salários mensais anteriores, em parcelas semanais de até US$ 500. Os democratas querem que os US$ 600 por semana continuem inalterados até o final do ano.
Paralelamente, decretos do presidente Donald Trump já estipularam a extensão do auxílio desemprego até dezembro, mas no valor de US$ 400 semanais – US$ 300 pagos pelo governo federal, e US$ 100 complementados pelos municípios.
Payroll aponta recuperação do mercado de trabalho
O último payroll, folha de pagamentos não-agrícolas dos Estados Unidos e considerado o indicador oficial de emprego no país, revelou a criação de 1,763 milhão de vagas de emprego em julho.
O número veio acima dos 1,5 milhão aguardados pelo mercado. Mas bem abaixo dos 4,791 milhões de junho.
A taxa de desemprego nos EUA caiu 0,9 ponto porcentual, indo de 11,1% para 10,2%. Apesar do recuo, a taxa é quase três vezes o nível registrado antes da pandemia.
O número de desempregados caiu 1,4 milhão na comparação com o mês anterior. Mas ainda são 16,3 milhões de americanos sem trabalho.
O salário médio pago por hora subiu 4,78%.
Segundo o relatório do Departamento de Trabalho, as novas vagas foram abertas principalmente em negócios ligados a lazer e hospitalidade, dois setores fortemente atingidos pela pandemia de coronavírus.
O novo payroll será divulgado dia 4 de setembro.






