O dólar manteve a recuperação nesta terça-feira, após uma sequência de quedas. A moeda chegou a bater R$ 4,93 mais cedo, mas fechou cotada a R$ 4,8882, alta de 0,71%.
A subida do dólar é motivada por dia de aversão ao risco, devido a reunião do FED que decidirá os rumos da política monetária nos EUA.
Além disso, a Guide Investimentos ressalta que há no mercado a percepção de valorização exacerbada dos ativos nos últimos dias, tendo em vista que as incertezas econômicas permanecem, o que também afeta as cotações da moeda.
Dólar: Últimas semanas
Ontem, o dólar fechou cotado a R$ 4,85, menor patamar em quase 3 meses.
A desvalorização expressiva do dólar frente ao real está sendo provocada pela melhora do cenário internacional. A retomada das atividades nas economias europeias foi um dos principais motivos para o maior otimismo. Da mesma forma, dados econômicos melhores do que o esperado animaram o mercado.
Por exemplo, na União Europeia, a taxa de desemprego subiu menos que o esperado, enquanto nos EUA o corte de vagas foi menos grave do que o antecipado. Ao mesmo tempo, novos pacotes de estímulo à economia europeia completaram uma sequência de notícias boas na semana passada.
A atenuação da guerra comercial entre China e Estados Unidos também levantou os humores. A euforia ajudou a valorizar não apenas o real, mas também as bolsas de valores mundiais.
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Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que o governo de Bolsonaro traz incertezas.
Por fim, Toffoli também afirmou que a comunidade internacional também segue impressionada com as dubiedades do governo federal.
De acordo com a Reuters, o Banco Central realizará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021.
Dólar: Cenário externo
O Federal Reserve (Fed) inicia hoje sua reunião de dois dias e deve anunciar a continuidade dos programas de estímulo, mantendo o ânimo dos investidores.
Na Europa, o Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia, divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve uma queda de 3,6% no primeiro trimestre. Ainda assim, o recuo foi pouco menor do que o aguardado pelo mercado, que era de -3,8%. No ano, o recuo é de 3,1%.
Ontem, o Banco Mundial publicou o relatório Global Economic Prospects, em que afirma que a a economia global poderá ter uma retração de 5,2% em 2020, o que configuraria a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Para o Brasil, especificamente, o tombo poderá ser de 8%, nas projeções do banco.
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