Após acusar os Estados Unidos de gerar pânico por conta do coronavírus, a China agora concorda que especialistas de saúde norte-americanos entrem no país como parte das iniciativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a epidemia.
“A China aceitou uma oferta dos Estados Unidos para participar de um grupo de especialistas em uma missão da Organização Mundial da Saúde à China para aprender mais sobre o vírus e sobre como combatê-lo”, afirmou o porta-voz da Casa Branca Judd Deere. As informações são da Reuters.
No epicentro da epidemia, província de Hubei, a TV estatal divulgou 2.345 novos casos do vírus e outras 64 mortes. Com isso, o número de mortos pelo coronavírus atingiu 414 pessoas na segunda-feira.
A China vem enfrentando um isolamento internacional cada vez maior. Companhias aéreas de todo o mundo pararam de operar voos para regiões do país.
No entanto, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying , disse a jornalistas que Washington tem “fabricado e espalhado o medo incessantemente”.
“São precisamente os países desenvolvidos, como os Estados Unidos, com fortes capacidades e instalações de prevenção a epidemias que tomaram a liderança na imposição de restrições excessivas contrárias às recomendações da OMS”, disse.
Nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mantém as medidas tomadas pelo governo de Donald Trump, entre elas suspender a entrada de cidadãos estrangeiros que visitaram a China nos últimos 14 dias.






